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A Campanha Nacional 2011 começou para valer no Banco da Amazônia. Na manhã desta quarta-feira, 24 de agosto, as entidades sindicais foram até a Matriz da instituição, em Belém, para entregar a minuta específica de reivindicações aditivas à minuta geral da categoria entregue à Fenaban no dia 12/08 e construir uma agenda temática de negociações. A primeira mesa com o Banco da Amazônia ocorrerá no dia 9 de setembro.

Estavam presentes na ocasião a presidenta do Sindicato dos Bancários do Pará, Rosalina Amorim; pelo vice-presidente do Sindicato e da Fetec-CN, Sérgio Trindade; o secretário de Organização do Ramo Financeiro da Contraf-CUT, Miguel Pereira; o presidente da Fetec-CN, José Avelino, o diretor financeiro do Sindicato, Rômulo Weyl e o diretor da Fetec-CN, Roosevelt Santana.

Além de entregar a minuta específica, as entidades também entregaram outro documento, o Ajuste Preliminar, a fim de que o Banco reconheça a data base da categoria (1º de setembro) e prorrogue a vigência das cláusulas do acordo atual até o fechamento do ACT 2011/2012 no Banco da Amazônia.

Rosalina Amorim ressaltou que "a minuta do Banco da Amazônia representa os reais anseios de seus empregados, e esta foi construída de maneira democrática pelo 3º Congresso Nacional dos empregados do Banco. Esperamos que as negociações dessa mesa específica com o Banco da Amazônia sejam positivas e que o Banco não seja, novamente, o último a assinar o acordo coletivo".

Já Sérgio Trindade, que é empregado do Banco e coordena a comissão de negociação dos trabalhadores, destacou que "esperamos que as mesas de negociação com o Banco da Amazônia transcorram com respeito e compromisso entre as partes. Queremos que o Banco enquanto instituição pública federal, assim como Banco do Brasil e Caixa Econômica, assine seu acordo coletivo específico assim que este for finalizado. A tarefa colocada para os trabalhadores do Banco da Amazônia é estar mobilizados para que possamos alcançar o melhor acordo nessa Campanha".

Miguel Pereira, por sua vez, destacou que a Campanha Nacional 2011 terá como eixo central a reivindicação do trabalho decente nos bancos. "Nossa campanha tem como meta reivindicar a efetivação do trabalho decente dentro dos bancos, aos moldes do que é formulado pela Organização Internacional do Trabalho (OIT). Dessa forma, nossas reivindicações serão por remuneração decente e, principalmente, por condições de trabalho decentes e qualidade de vida. Acreditamos que um bom acordo é possível sim, já que 80% dos acordos coletivos fechados no Brasil em 2011 apontaram para esse caminho, e com a categoria bancária não pode ser diferente, já que os bancos são as empresas que mais lucram nesse país".

Principais reivindicações específicas dos empregados do Banco da Amazônia:

– Lutar pelo novo PCCS, eixo central da Campanha Salarial no Banco da Amazônia;

– Possibilidade de encarreramento do quadro de apoio e acesso a todas as funções;

– Piso de salário do Dieese de R$ 2.255,00;

– TC`s: Implantação do piso mínimo da categoria profissionais;

Diante do fato de que a negociação e implantação de um novo PCCS poderá levar algum tempo, ficou também aprovada:

– Possibilidade imediata do quadro de apoio ter acesso as demais funções comissionadas;

– Elevar o piso dos TB`s para o mesmo patamar dos demais Bancos Federais;

– Salários iguais para os Supervisores de Agência com os Supervisores da Matriz.

Emprego e Remuneração

– Combate a todas as formas de terceirização;

– Ampliação das contratações;

– Concurso público regionalizado;

– Isonomia salarial entre novos e antigos funcionários;

– Tíquete refeição e alimentação com valor equivalente a um salário mínimo;

– Rever o mapa de dotação de pessoal das unidades a partir do plano de negócios.

Saúde e Condições de trabalho

– CASF: fim da contribuição extra, aumento da contrapartida paga pelo banco;

– Combate as metas e ao assédio moral;

– Mapear as condições de trabalho das unidades, diante da precariedade de instalações e equipamentos;

– Proibição de transporte de valores feito por funcionários;

– Proibição de penalizações aos funcionários em agências nos casos de diferenças e furtos no transporte de valores por empresas terceirizadas.

Fonte: Seeb PA