Bancários aprovam greve nacional para a partir do dia 27 em Mato Grosso

 
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Bancários aprovam greve por tempo indeterminado a partir do dia 27

Após uma série de negociações entre os bancários e os bancos, a proposta da Fenaban não contemplou as reivindicações dos trabalhadores. A greve foi definida em assembleia na noite desta quinta-feira (22), realizada na Praça da República, em Cuiabá. Cerca de 200 bancários participaram.

Enquanto os bancários reivindicam melhores condições de trabalho, segurança nas agências bancárias e mais contratações para melhor atender a população, os bancos ofereceram uma proposta rebaixada com índice de reajuste de 7,8%, nenhuma proposta para segurança e nem se comprometeram em mais contratações, sendo que a categoria pede reajuste salarial de 12,8%, além do fim do assédio moral e das metas abusivas, igualdade de oportunidade, entre outros.

"Os bancários foram unânimes ao recusar a proposta rebaixada da Fenaban que não garante mais investimento em segurança nos bancos nem contratações. Já passamos por 25 ataques a banco em Mato Grosso e a Fenaban não demonstrou nenhuma sensibilidade nesta questão. Queremos emprego decente e tivemos que usar este último instrumento de mobilização para que o banco atenda as nossas reivindicações. Pedimos que a população entenda nossa luta, pois contempla melhoria para todos. Merecemos bancos seguros onde o terror não esteja presente. Não abrimos mão das nossas reivindicações", afirma o presidente do Sindicato dos Bancários de Mato Grosso, Arilson da Silva.

Lucro dos bancos

Em mais de um mês de negociação, os banqueiros não se prontificaram em atender a categoria e só apresentaram uma proposta de 7,8%. Os trabalhadores consideram esta proposta insuficiente, pois a lucratividade dos bancos oferece condições para que as reivindicações dos bancários sejam atendidas.

A categoria considera que o lucro dos bancos é feito pelos bancários que se dedicam ao trabalho e não são valorizados. Somente neste primeiro semestre, os principais bancos do Brasil lucraram juntos mais de R$ 27,4 bilhões e agora afirmam não poder atender as questões dos trabalhadores. Até agora, não houve avanço nas negociações quanto a melhores condições de trabalho, segurança bancária e nas questões específicas de cada banco.

"O recado foi dado pelos bancários à Fenaban. Se não tiver proposta justa na negociação nesta sexta-feira, dia 23, já está decidido que é greve a partir do dia 27", finaliza Arilson da Silva.

Fonte: Marcela Brito – Seeb MT

Bancários de Brasília aprovam indicativo de greve a partir do dia 27
 
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Assembleia mostra disposição de luta dos bancários de Brasília

Sem avanços nas negociações com a Fenaban, os bancários de Brasília aprovaram, por unanimidade, indicativo de greve a partir da próxima terça-feira (27) durante assembleia realizada na noite desta quinta-feira (22) na Praça do Cebolão, no Setor Bancário Sul (SBS). Os trabalhadores rejeitaram a proposta apresentada pelos banqueiros: 7,8% sobre todas as verbas (piso, salários, vales refeição, alimentação, auxílio-creche) e a parte fixa e a parcela adicional da PLR.

Mesmo com lucros acima dos R$ 27,4 bilhões somente no primeiro semestre deste ano, os bancos apresentaram na terça-feira (20), durante a quarta rodada de negociação, proposta com reajuste de apenas 0,42% acima da inflação do período (INPC foi de 7,38%).

"Diante de todo o esforço para cumprir metas e aumentar os resultados das instituições financeiras mês a mês, os bancários merecem muito mais que 0,42% de aumento real. A presença em massa dos trabalhadores na assembleia desta quinta-feira mostra que a categoria está pronta e disposta a batalhar por aumento real e emprego decente", afirma o presidente do Sindicato, Rodrigo Britto.

O que os bancários querem

Os bancários querem reajuste de 12,8% (inflação do período mais aumento real de 5%), PLR maior, piso do Dieese, fim da rotatividade, mais contratações, fim das metas abusivas, combate ao assédio moral, regulamentação do sistema financeiro nacional, mais segurança, igualdade de oportunidades e inclusão bancária sem precarização, dentre outras reivindicações.

O Comando Nacional dos Bancários, coordenado pela Contraf-CUT, que representa os trabalhadores nas negociações, e a Fenaban voltam a se reunir nesta sexta-feira (23), às 14h, em São Paulo, a fim de continuarem as discussões sobre a pauta de reivindicações da categoria.

Nova assembleia dia 26

E na próxima segunda-feira (26), nova assembleia na Praça do Cebolão, às 18h30, definirá os rumos do movimento. "Esperamos que os bancos apresentem uma proposta decente, com aumento real, valorização do emprego e contratação de mais bancários, entre outras reivindicações. Caso contrário, partiremos para a greve com toda a disposição dos 24 mil bancários de Brasília", observa Rodrigo Britto.

Fonte: Seeb Brasília

Bancários de Rondônia dizem ‘sim’ à greve que começa na próxima terça
 
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Os bancários de Rondônia acabam de decidir, em assembléia realizada na sede do Sindicato dos Bancários e Trabalhadores do Ramo Financeiro de Rondônia (SEEB/RO), que vão entrar em greve geral, por tempo indeterminado, a partir da próxima terça-feira (27).

A aceitação foi de 98% dos bancários presentes e acompanha as assembléias gerais que foram realizadas nesta quinta-feira (22) nos sindicatos de todo o país, seguindo a orientação do Comando Geral dos Bancários – coordenado pela Contraf/CUT – que, após quatro rodadas de negociação com os representantes da Fenaban, não viram outra alternativa para conseguir suas reivindicações por melhores condições de trabalho, qualidade de vida, valorização e respeito ao trabalhador bancário.

"Parece um filme que se repete todos os anos. Novamente estamos aqui discutindo a nossa campanha nacional enquanto que os banqueiros lucram como nunca e se negam a valorizar os trabalhadores, legítimos responsáveis por esses sucessivos lucros estratosféricos das instituições bancárias", disse o presidente do SEEB/RO, José Pinheiro.

Para o presidente da CUT/RO e ex-presidente do SEEB/RO, Cleiton dos Santos Silva, os trabalhadores estão convencidos da necessidade desta mobilização. "A CUT prega o trabalho decente e isso se faz através da segurança mental e física do trabalhador, além do fim da discriminação do funcionário. No entanto, os bancários continuam sofrendo, adoecendo, e os bancos não estão interessados na saúde do trabalhador", mencionou Cleiton, que acrescentou o fato de na atualidade existirem bancários recebendo pouco mais de dois salários mínimos nos vencimentos mensais.

"Digam sim à greve por tempo indeterminado para que, somente assim, os banqueiros possam respeitar os trabalhadores", enaltece.

A diretora financeira do SEEB/RO, Maria do Socorro, destaca que os trabalhadores do Banco da Amazônia são os que mais sofrem no ramo bancário, com os vencimentos menores, e que, por isso mesmo, devem se unir à mobilização e participar da greve. "Não há outra opção a não ser nos unir e enfrentar os patrões", avalia Socorro.

Fonte: Seeb RO

Greve nacional dos bancários no Espírito Santo começa a partir do dia 27
 
Os bancários reunidos em assembleia nesta quinta-feira, 22, no Centro Sindical, em Vitória, rejeitaram a proposta da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) e decidiram, por unanimidade, entrar em greve por tempo indeterminado na próxima terça-feira, dia 27. Nova assembleia será realizada no dia 26, às 18 horas, no mesmo local, para organizar o movimento.

Nesta sexta-feira, 23, acontece mais uma rodada de negociações entre o Comando Nacional dos Bancários e a Fenaban. Se houver nova proposta dos banqueiros que avance no atendimento às reivindicações da categoria, os bancários também vão avaliá-la na próxima assembleia.

A proposta apresentada pela Fenaban no dia 20 ficou restrita às questões econômicas e bem aquém das reivindicações dos bancários. Os banqueiros apresentaram um índice de reajuste de apenas 7,8%, ou seja, somente 0,37% acima da inflação do período. O percentual proposto pelos bancos está longe dos 12,8% reivindicados pelos bancários e não é proporcional aos lucros obtidos pelas instituições financeiras. Além disso, os banqueiros não aceitam a elevação do piso salarial, apenas a aplicação do mesmo percentual de reajuste, e a Participação nos Lucros e Resultados (PLR) não reflete a lucratividade dos bancos.

"Os banqueiros só se preocupam com seus lucros, com a produtividade, cobrando metas que provocam o adoecimento dos trabalhadores. No momento de tratar do reconhecimento do trabalho dos bancários, da melhoria das condições de saúde, segurança e atendimento ao público não avançam no diálogo. Por isso, nossa greve é necessária", afirmou o coordenador geral do Sindicato, Jessé Alvarenga.

Fonte: Contraf-CUT, com Seeb ES

Unânime, assembleia de São Paulo marca greve a partir do dia 27
 
Crédito: Maurício Morais/Seeb São Paulo
Maurício Morais/Seeb São Paulo
A proposta do setor que mais lucra na economia brasileira deixou indignados seus empregados. Os bancos, que viram seu resultado crescer mais de 20% nos primeiros seis meses deste ano, querem pagar aos bancários somente 0,37% de aumento real nos salários, na PLR e nas verbas como tíquetes e auxílios. A reação dos trabalhadores foi à altura. Em assembleia realizada na quinta-feira 22, mais de mil bancários decidiram, por unanimidade, rejeitar a proposta e iniciar greve no dia 27.

"Tentamos, desde 12 de agosto, quando entregamos a pauta à federação dos bancos, resolver a Campanha Nacional Unificada por intermédio da mesa de negociação. Mas pelo oitavo ano consecutivo, os banqueiros estão empurrando os bancários à greve", afirma a presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Juvandia Moreira.

A dirigente, que é uma das coordenadoras do Comando Nacional que negocia com os representantes dos bancos, critica a proposta apresentada no último dia 20. "O índice de 0,37% praticamente não é aumento real e não há propostas para a valorização dos pisos, para PLR maior ou para melhorar as condições de trabalho. Na mesa já informamos aos bancos que indicaríamos aos trabalhadores a rejeição da proposta na assembleia", explica.

Rodada de sexta

Os bancos marcaram uma nova reunião para esta sexta-feira. "Vamos ouvir o que vão dizer. É a última oportunidade que têm para apresentar uma proposta que valorize a categoria que todos os dias constrói o imenso lucro do setor. Não podem voltar para a mesa novamente sem proposta decente. No dia 26 os bancários fazem nova assembléia para organizar a greve por tempo indeterminado. Estamos prontos para paralisar as atividades nos bancos públicos e privados de todo o Brasil", completa a presidenta do Sindicato, reforçando que as direções do Banco do Brasil e da Caixa Federal também têm de apresentar propostas dignas aos funcionários nas negociações específicas.

Fonte: Seeb São Paulo

Bancários de Belo Horizonte deflagram greve nacional a partir do dia 27
 
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Assembleia mostra disposição de luta dos trabalhadores

Os bancários que lotaram o auditório do Sindicato dos Bancários de Belo Horizonte, durante a assembleia desta quinta-feira (22), rejeitaram a proposta apresentada pelos bancos na quarta rodada de negociação, ocorrida na terça-feira (20) e deliberaram pela deflagração da greve nacional por tempo indeterminado a partir da zero hora da próxima terça-feira (27).

Uma nova rodada de negociação ocorre com a Fenaban nesta sexta-feira (23), às 14h, em São Paulo, a fim de continuar as discussões. Na próxima segunda-feira (26), novas assembleias deverão ser realizadas pelos sindicatos em todo país para definir os rumos do movimento.

Durante a assembleia, os bancários criticaram o reajuste de apenas 7,8% sobre os salários, PLR e demais verbas (vale-refeição, cesta-alimentação e auxílio creche/baba, dentre outras). Esse índice representa somente 0,37% de aumento real.

Os bancários querem reajuste de 12,8% (inflação do período mais aumento real de 5%), PLR maior, piso do Dieese, fim da rotatividade, mais contratações, fim das metas abusivas, combate ao assédio moral, mais segurança, igualdade de oportunidades e inclusão bancária sem precarização, dentre outras reivindicações.

Os bancos lucraram mais de R$ 27,4 bilhões somente no primeiro semestre deste ano, o que comprova que eles têm condições concretas de apresentar uma proposta que garanta emprego decente para todos os bancários, como forma de valorizar os seus trabalhadores, distribuir renda e assumir um compromisso com o Brasil e os brasileiros.

O presidente do Sindicato, Cardoso, ressaltou a importância da mobilização da categoria neste importante momento de organização do movimento. "É a nossa capacidade de mobilização que vai determinar o resultado das negociações em mesa. Por isso, temos que nos mobilizar, ir para as ruas e lutar para fazermos uma greve forte para avançar e conquistar muito mais. Diante da proposta colocada pelos banqueiros, não temos outra alternativa a não ser mostrar para os bancos privados, a Caixa e o Banco do Brasil a força da nossa organização", afirmou.

Fonte: Seeb BH

Bancários de Santos rejeitam proposta e aprovam greve no dia 27
 
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Cerca de 100 bancários de Santos aprovaram por unanimidade, em assembleia realizada dia 22, greve a partir do dia 27/09, próxima terça-feira, por tempo indeterminado. Nesta sexta-feira, 23/09, a Fenaban agendou mais uma reunião com o Comando Nacional dos Bancários , em São Paulo.

Portanto, dia 26/09, segunda-feira, haverá nova assembleia para organizar o movimento grevista. A assembleia será realizada na Av. Washington Luiz, 140, às 19h. Os bancários estão indignados com a intransigência e ganância dos banqueiros.

"É muito importante a presença de toda a categoria na assembleia do dia 26, para organizar a greve e lutar por melhores salários, condições de trabalho e direitos, que estão sendo seriamente ameaçados pelos banqueiros", afirma Ricardo Saraiva Big, presidente do Sindicato dos Bancários de Santos e Região.

Depois de não apresentarem proposta para as reivindicações da categoria nas três primeiras rodadas de negociação, ainda enrolaram quase um mês para oferecer, dia 20/09, apenas 7,8% como reajuste dos salários. A categoria reivindica 12,8% de aumento salarial.

Para os bancos não existem metas impossíveis, as metas não causam doenças, os bancários não são os que mais adoecem e humilhação e assédio são problemas isolados, não da pressão exercida pela empresa para cumprir metas.

A intransigência e descaso empurram os bancários à greve. A melhoria dos salários e dos direitos somente ocorrerão com a participação dos bancários em assembleias, reuniões e convocações do sindicato.

A Fenaban vem rejeitando, desde a 1ª rodada de negociação, dias 30 e 31/08, as reivindicações sobre melhorias das condições de trabalho, respeito à jornada de seis horas, redução de espera na fila, mais contratações, implementação de mais caixas nas unidades, garantia de emprego, fim das terceirizações e extensão do abono-assiduidade para todos os bancários.

Reivindicações salariais mais do que justas

"Nós, bancários reivindicamos reajuste salarial de 12,8%, PLR de três salários mais R$ 4.500, piso do Dieese (R$ 2.297,51 em junho), plano de cargos e salários para todos, mais contratações, fim da rotatividade com garantia de emprego, reversão das terceirizações entre outros itens colocados na pauta entregue, dia 12/08, à Fenaban. Os 12 maiores bancos do sistema financeiro, que lucraram mais de R$ 27 bilhões no 1º semestre deste ano, tem que fazer a sua parte distribuindo renda e garantindo o emprego", afirma Ricardo Saraiva Big, presidente do Sindicato dos Bancários de Santos e Região.

Fonte: Contraf-CUT, com Seeb Santos

Bancários da Bahia rejeitam proposta dos bancos e aprovam greve no dia 27
 
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Os bancários da Bahia aprovaram, por unanimidade, na assembleia desta quinta-feira (22), em Salvador, a deflagração da greve a partir da terça-feira (27), rejeitando a proposta apresentada pela Fenaban. Também foi marcada nova assembleia para segunda-feira(26), às 19h.

Nesta sexta-feira (23), tem nova rodada com os banqueiros. É a última oportunidade para eles melhorarem a proposta. Caso contrário, a categoria vai com tudo para a paralisação.

Os representantes dos empregados da Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil e Banco do Nordeste do Brasil falaram sobre o andamento das negociações específicas, que não atenderam as reivindicações da categoria.

A pressão dos bancários é de extrema importância para conseguir uma proposta decente. "Agora, o compromisso da categoria é de se unir e mobilizar para uma greve forte", afirmou o presidente do Sindicato dos Bancários da Bahia, Euclides Fagundes. Este ano, já foram visitadas mais de 160 agências em Salvador e Região Metropolitana para esclarecer a população e empregados sobre o andamento da Campanha Nacional.

O deputado estadual e bancário Álvaro Gomes esteve presente na assembleia.

Fonte: Contraf-CUT com Seeb Bahia

Bancários de Porto Alegre aprovam greve nacional a partir de terça
 
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Assembleia mostra disposição de luta dos gaúchos

Em uma demonstração de unidade e mobilização, os bancários de Porto Alegre lotaram o salão paroquial da Igreja Pompéia nesta quinta-feira, dia 22, em assembleia que deflagrou greve por tempo indeterminado a partir da meia-noite de terça, dia 27. A categoria volta a se reunir em assembleia na segunda, dia 26, às 19h, no mesmo local, para organizar o movimento grevista.

Todos os bancários se mostraram a favor da paralisação e demonstraram descontentamento com o índice de 7,8%, apresentado pela Fenaban. Os bancos mantiveram seus lucros nas alturas no primeiro semestre de 2011 e ainda se negam a atender as reivindicações dos bancários. A exigência é de melhores condições de trabalho e de um tratamento digno para quem contribui para essa rentabilidade. Diante da intransigência, a categoria decretou a greve.

Além do presidente do SindBancários, Mauro Salles, a mesa da assembleia foi composta pela secretária-geral, Rachel Weber, o diretor Jurídico Lúcio Mauro Paz e o diretor Guaracy Gonçalves.

A assembleia

Inicialmente, a assembleia concedeu espaço para os informes das negociações com a Fenaban, o Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal e o Banrisul. Depois, abriu espaço para deliberações do plenário e, por fim, votou pela decretação da greve.

Mauro lembrou que a proposta da Fenaban é um mísero percentual se comparada com a lucratividade dos bancos no primeiro semestre. "Se os lucros crescem, a PLR precisa avançar e garantir uma distribuição mais justa para a categoria. Não veio uma proposta que contemple nossas reivindicações. No dia 26 haverá uma nova assembleia para organizarmos uma grande greve em Porto Alegre e no Brasil caso não tenhamos uma melhor proposta da Fenaban na sexta", explicou.

O diretor da Fetrafi-RS e representante dos gaúchos no Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil, Ronaldo Zeni, informou que a negociação com o BB ocorreu logo após a mesa da Fenaban e que a expectativa era a de que o banco apresentasse uma proposta. "Em vez disso, falaram que estavam analisando nossas reivindicações. Reafirmamos nossas demandas, mas o banco disse que naquele momento não tinha o que apresentar. Não trouxe nada, talvez porque ele deseja medir força e avaliar nosso nível de mobilização. Que façamos a maior greve dos últimos tempos no BB se o banco se recusar a trazer uma proposta decente", enfatizou.

"A reunião de quarta-feira foi quase uma piada", explicou Rachel, empregada da Caixa sobre a última negociação específica. "Eles se propuseram a manter o que foi acordado no aditivo de 2010-2011. Foi consenso a rejeição dessa proposta na Comissão Executiva dos Empregados. Estamos na segunda quinzena de setembro e chegou o momento de irmos à luta, entrar na greve mobilizados e unidos. Esse é o reflexo da negociação; rejeição e greve a partir do dia 27", afirmou.

"Depois de uma hiato de quase 10 anos sem negociação, retomamos a mesa específica com o banco. Os banrisulenses possuem uma pauta bastante represada. Portanto, depois de entregar a minuta ao banco, resolvemos fazer uma discussão por blocos. Nesta sexta, dia 23, vamos discutir saúde e segurança. Também teremos algumas respostas que ficaram de ser avaliadas pela direção do banco", comunicou a diretora da Fetrafi-RS e integrante do Comando dos Banrisulenses, Denise Correa.

Ao final, os bancários foram convocados para um ato nesta sexta-feira, dia 23, a partir das 17h, na Praça da Alfândega, entre as agências do Banrisul e da Caixa.

Mauro ainda lembrou que a pauta do Badesul e do BRDE já foram protocoladas, mas as duas direções ainda não sinalizaram com o início das negociações específicas.

Fonte: Contraf-CUT com Seeb Porto Alegre

Bancários de Campo Grande aprovam indicativo de greve a partir do dia 27
 
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Seeb Campo Grande Reunidos em assembléia geral, na noite desta quinta-feira, dia 22, na sede do Sindicato, os bancários de Campo Grande e Região votaram pela rejeição da contraproposta da Fenaban e pelo indicativo de greve a partir de terça-feira, dia 27.

Seguindo a orientação do Comando Nacional dos Bancários, coordenado pela Contraf-CUT, o Sindicato realizou todos os procedimentos legais com os devidos encaminhamentos, chamando a categoria para a assembléia geral, explicando o motivo pela qual ficava difícil aceitar o índice oferecido pelos bancos, quando todos têm conhecimento de que os lucros auferidos nos últimos tempos são suficientes para atender a pauta de reivindicações da categoria.

A votação foi unânime pela rejeição, definindo a posição dos bancários de Campo Grande nesta Campanha Nacional, unificando a luta e pautando o Comando Nacional nesta luta que é todos os bancários do Brasil.

A pauta apresentada pela categoria está dentro do aceitável nestas negociações, em função da divulgação dos lucros obtidos pelos bancos, fruto do esforço de cada trabalhador dentro da instituição, suportando todo tipo de pressão e assédio moral e mesmo assim conquistando altos valores para os banqueiros.

As principais reivindicações da categoria:

– Reajuste de 12,8% (inflação do período mais aumento real de 5%).
– Piso igual ao salário mínimo do Dieese: R$ 2.297,51 (em junho).
– PLR: três salários mais R$ 4.500.
– Plano de Cargos e Salários (PCS) em todos os bancos.
– Gratificação semestral de 1,5 salário para todos os bancários.
– Contratação da remuneração total dos bancários.
– Vale-refeição, cesta-alimentação, 13ª cesta e auxílio creche/babá iguais ao salário mínimo (R$ 545).
– Auxílio-educação para todos os bancários.
– Previdência complementar para todos os bancários.

Proposta dos Bancos

A proposta dos patrões inclui reajuste de 7,8% sobre os salários e as demais verbas (vale-refeição, cesta-alimentação, auxílio creche/baba, dentre outras), o que equivale a apenas 0,37% de aumento acima da inflação medida pelo INPC do período. Os bancários reivindicam reajuste de 12,8% no salário (inflação do período mais aumento real de 5%) e R$ 545 para cada uma dessas verbas.

Diante desta posição dos bancos, a categoria de Campo Grande decidiu pela rejeição da contraproposta, votando pelo indicativo de greve. Antes disso, na segunda-feira, dia 26, uma outra assembléia vai acontecer para avaliar uma reunião entre o Comando Nacional e os bancos, que ocorre nesta sexta-feira, dia 23, em São Paulo. Se permanecer a proposta rejeitada dos banqueiros, a categoria vai ratificar a greve por tempo indeterminado.

Fonte: Seeb Campo Grande

 
Bancários do Pará aprovam greve por tempo indeterminado a partir de terça
 
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Seeb Pará A partir de terça-feira (27), os bancários paraenses estarão em greve por tempo indeterminado. Essa foi a decisão unânime da assembleia geral da categoria, que tomou o ginásio de esportes do Sindicato dos Bancários do Pará, na noite desta quinta-feira (22), em Belém.

A orientação do Sindicato e do Comando Nacional dos Bancários, coordenado pela Contraf-CUT, para rejeitar a proposta rebaixada de índice da Fenaban foi atendida pelos bancários do Pará, que se demonstraram dispostos a construir uma greve forte e vitoriosa.

A Fenaban propõe reajuste de apenas 7,8% sobre os salários, PLR e demais verbas (vale-refeição, cesta-alimentação e auxílio creche/baba, dentre outras). Esse índice representa somente 0,37% de aumento real.

Nova assembleia

Além de rejeição da proposta dos banqueiros e de aprovação da greve por tempo indeterminado, a assembleia também deliberou pela realização de uma nova assembleia na segunda-feira (26) para avaliar a contraproposta da Fenaban que vier a ser apresentada ao Comando Nacional em rodada de negociação marcada para esta sexta-feira (23), em São Paulo. O Sindicato terá representante acompanhando a negociação.

Caso a proposta dos banqueiros seja novamente rejeitada, a assembleia de segunda-feira servirá para organizar o primeiro dia de greve da categoria no Estado.

"Os bancos adotaram postura intransigente, apesar do lucro de mais de R$ 27,4 bilhões somente no primeiro semestre do ano, obtido à custa do trabalho dos bancários. A categoria está mobilizada e vai responder à altura. Agora é a hora de construirmos uma greve forte, capaz de derrotar a ganância dos banqueiros", afirma a presidenta do Sindicato, Rosalina Amorim.

Fonte: Seeb Pará

 
Bancários do Paraná rejeitam proposta da Fenaban e aprovam greve no dia 27
 
Os bancários de Curitiba aprovaram por unanimidade a rejeição da proposta da Fenaban – que previa reajuste de 7,8%, sendo 0,37% de ganho real – e a deflagração de greve a partir da próxima terça-feira, dia 27. Mais de 360 trabalhadores compareceram ao Espaço Cultural, do Sindicato dos Bancários de Curitiba, e participaram da assembleia.

Uma nova reunião entre o Comando Nacional, coordenado pela Contraf-CUT, e os banqueiros acontece nesta sexta-feira, dia 23, em São Paulo. Diante da possibilidade de uma nova proposta, os bancários de Curitiba voltam a se reunir em assembleia na próxima segunda-feira, dia 26.

Segundo o presidente do Sindicato, Otávio Dias, a proposta patronal não atende as reivindicações da categoria, decepcionando os bancários.

Interior do Paraná

Também rejeitaram a proposta da Fenaban em assembleias os bancários de Apucarana, Arapoti, Campo Mourão, Cornélio Procópio, Guarapuava, Londrina, Paranavaí, Toledo e Umuarama e respectivas regiões. Novas assembleias também acontecerão no interior do Paraná e estão previstas para a noite da segunda-feira, dia 26.

Fonte: Contraf-CUT com Seeb Curitiba

 
Bancários de Pernambuco deflagram greve por tempo indeterminado
 
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Seec Pernambuco Os bancários de Pernambuco rejeitaram na noite desta quinta-feira, dia 22, a proposta dos bancos e deflagraram greve por tempo indeterminado a partir da próxima terça-feira, dia 27. Mais de 400 bancários participaram da assembleia, que lotou o auditório do Sindicato.

Com isso, as instituições financeiras têm até a próxima segunda-feira, dia 26, para apresentar uma nova proposta que atenda as reivindicações dos bancários. Os representantes dos bancários no Comando Nacional têm nova negociação com a federação dos bancos (Fenaban) nesta sexta, dia 23, para solucionar o impasse.

Para a presidenta do Sindicato, Jaqueline Mello, a proposta apresentada pelos bancos até agora não atende a nenhuma reivindicação dos bancários. "Os bancos estão querendo induzir os bancários a achar que os 7,8% de reajuste proposto é melhor que os 7,5% que conquistamos no ano passado. Mas é preciso levar em conta a inflação do período. Com o reajuste de 7,8% este ano, teríamos apenas 0,37% de aumento real. Já os 7,5% do ano passado nos rendeu 3,1% de aumento real", explica Jaqueline.

A dirigente sindical convoca todos os bancários a realizarem uma grande greve para pressionar os bancos e garantir que as reivindicações sejam atendidas.

As negociações

Até agora, após quatro rodadas de negociações, os bancos não atenderam a nenhuma das reivindicações dos bancários. A única proposta apresentada pelas instituições financeiras, na última terça-feira, dia 20, prevê 7,8% de reajuste salarial, o que dá apenas 0,37% de aumento real (acima da inflação). Os representantes dos bancos também ofereceram o mesmo índice para corrigir o piso, os vales refeição e alimentação, auxílio-creche e a regra básica e parcela adicional da PLR.

Os bancários querem reajuste salarial de 12,8% (aumento real de 5% mais a reposição da inflação), PLR de três salários mais R$ 4.500, piso equivalente ao salário mínimo do Dieese (R$ 2.297,51), plano de cargos e salários para todos, mais contratações, fim da rotatividade e reversão das terceirizações, entre outros pontos.

Nova assembleia

O Sindicato realiza nova assembleia com os bancários para avaliar as negociações desta sexta e organizar a greve por tempo indeterminado. A assembleia será nesta segunda-feira, dia 26, às 19h, na sede do Sindicato (Av. Manoel Borba, 564, Boa Vista, Recife).

Fonte: Seec Pernambuco

 
Assembleia dos bancários de Piracicaba aprova greve a partir do dia 27
 
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Aconteceu nesta quinta-feira, dia 22, no Teatro São José "Salão de Cristal", no centro de Piracicaba, a assembleia dos bancários para deliberar sobre temas referentes à Campanha Nacional dos Bancários 2011. Participaram bancários de 11 bancos e de 7 cidades da base.

No último dia 20, a Fenaban apresentou proposta de 7,8% de aumento, o que significa 0,37% de aumento real, já que a inflação do período pelo INPC foi de 7,39%, proposta esta considera insuficiente pelo Comando Nacional dos Bancários, coordenado pela Contraf-CUT. Os bancários estão pedindo 12,8% de aumento, que seria a inflação do período, mais 5% de aumento real.

A proposta dos banqueiros foi rejeitada por 97% dos bancários presentes na assembléia, os outros 2% se abstiveram e 1% votou a favor da proposta.

Os bancários também votaram a favor da greve: 90% dos trabalhadores apoiam a paralisação por tempo indeterminado, 7% são contra a greve e 3% se abstiveram.

Nesta sexta-feira, dia 23, acontecerá mais uma rodada de negociação entre o Comando Nacional e a Fenaban, em São Paulo.

Foi votada também a manutenção da assembleia permanente, que foi aprovada por unanimidade pelos bancários. Está prevista mais uma assembleia para segunda-feira, dia 26, no mesmo horário e local para deliberações. A expectativa é de apreciar uma nova proposta da Fenaban. Se as negociações não caminharem de uma maneira positiva, há possibilidade dos bancários entrarem em greve a partir do dia 27.

Fonte: Contraf-CUT com Seeb Piracicaba

 
Bancários de Londrina aprovam greve nacional a partir do dia 27
 
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Os 170 bancários presentes na assembleia realizada na quinta-feira, 22 de setembro, rejeitaram por unanimidade a proposta da Fenaban, seguindo a orientação do Comando Nacional e do Sindicato dos Bancários de Londrina. A ampla maioria dos presentes também aprovou a greve por prazo indeterminado a partir do dia 27.

O Comando Nacional se reúne com a Fenaban nesta sexta, dia 23, na expectativa de que os banqueiros apresentem uma proposta decente para a categoria.

Na segunda-feira, dia 26, às 19h, o Sindicato realiza uma assembleia de organização da greve. Será realizada no auditório do Crystal Palace Hotel.

"A categoria deu sua resposta aos banqueiros, rejeitando a pífia proposta apresentada no dia 20 e preparando a greve para a próxima terça-feira", informa Wanderley Crivellari, presidente do Sindicato e funcionário do banco Itaú.

"Esperamos seriedade por parte dos bancos e uma proposta que de fato garanta o emprego decente para os bancários e bancárias", complementa Wanderley.

Greve é legal

A greve é um direito dos trabalhadores e trabalhadoras, garantido pela legislação brasileira e também presente na Súmula 293 do Comitê de Liberdade Sindical da Organização Internacional do Trabalho (OIT). Além da previsão constitucional, a greve é regulamentada pela lei 7.783/89.

A secretária-geral do Sindicato e funcionária do Banco do Brasil, Gisa Bisotto, lembra que o Sindicato está tomando todas as medidas jurídicas para o cumprimento da Lei de Greve.

"Depois de devidamente convocada a assembleia e aprovada a greve por prazo indeterminado, vamos cumprir os outros requisitos legais, como por exemplo, comunicar os banqueiros e a sociedade", ressalta Gisa.

Denuncie pressões

Durante a greve, com o objetivo de abrir suas agências a qualquer preço, os bancos utilizam práticas impróprias que ferem a Lei de greve. Denuncie imediatamente ao Sindicato ações dos bancos como: reuniões, telefonemas ou mensagens que contenham qualquer tipo de ameaça pela adesão ao movimento legítimo de greve; ordens para trabalhar em agência que não seja a sua de origem; ordens para trabalhar em horários que não sejam os seus de costume; quaisquer outras formas de ameaça ou pressão.

Fonte: Seeb Londrina