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isonomia.jpgA União dos Funcionários Novos de Bancos Oficiais(UFNBO) enviou matéria ao Sindicato dos Bancários da Paraíba, manifestando a grande disposição de luta desse segmento dentro dos bancos públicos, em busca da Isonomia, aproveitando o momento da Greve Nacional da Categoria em todo o país.

Veja a matéria na íntegra.

Vivemos um momento ímpar nas relações de trabalho nos bancos oficiais do país. Hoje, temos uma grande maioria de funcionários novos (contratados a partir de 2004). Uma maioria que supera os 65% dos colaboradores destas instituições, mas que, infelizmente, recebe 40% a menos que os funcionários antigos, realizando os mesmos trabalhos, assumindo as mesmas responsabilidades, e tendo as mesmas qualificações. As diferenças existem, não apenas nas verbas salariais, mas também nos benefícios oferecidos coma a licença prêmio, o auxilio material escolar, dentre outras vantagens que são exclusivas dos funcionários da “velha guarda”.

Essa situação é, no mínimo, extremamente injusta, para não dizer vergonhosa e humilhante para os novos funcionários do BNB, do BB, da CEF e do BASA. Essa discriminação tem que acabar; e este é o momento ideal. Nós, funcionários novos, competentes e com todo o fôlego necessário para vencer os grandes desafios impostos pela alta direção dos bancos oficiais, precisamos nos unir (assim como os banqueiros se unem na hora das negociações), participar maciçamente de todas as assembleias dos sindicatos, e nos recusar intransigentemente (da mesma maneira que os banqueiros negam todas as nossas reivindicações) a terminar essa greve enquanto não for garantida pelos bancos oficiais a justa isonomia de rendimentos e de benefícios entre funcionários novos e antigos.

Temos que aproveitar este momento em que somos a absoluta maioria dos funcionários para paralisar estes bancos até que consigamos o que nos é de direito e, não tenham dúvidas, nós conseguiremos; pois nenhum dos bancos oficiais conseguirá continuar funcionando sem pelo menos 65% de sua força de trabalho.

Alguém pode argumentar que, ao fazermos isso, que estaremos sendo extremamente maquiavélicos. Eu concordo com isso. Essa é uma estratégia maquiavélica. Mas não é mais maquiavélica do que, por exemplo, a estratégia do BNB para implantação do nosso PCR (um verdadeiro GOLPE contra os funcionários novos), que escolheu um momento no qual os funcionários antigos eram maioria e estavam endividados por causa do implacável arrocho salarial que iniciou ainda no governo Collor, deu aumento para todos eles e ainda pagou este aumento com vários meses de retroatividade, o que garantiu uma renda extra para grupo de funcionários (alguns receberam mais de R$ 10 mil); com isso, os funcionários antigos aderiram maciçamente ao PCR, pois precisavam daquele dinheiro para amenizar a difícil situação financeira na qual se encontravam (adesões compradas por um valor muito alto).

Os funcionários novos, que ainda não tinham nenhuma função comissionada,  uma pequena minoria, ganharam um aumentozinho medíocre e também aderiram ao PCR, pois não tinham nada a perder (adesões compradas por um valor muito baixo). Já os funcionários novos que já ocupavam funções comissionadas, como “substitutos” de ninguém, pois não existiam titulares nestas funções, foram informados que, com a implantação do PCR, as funções comissionadas seriam incompatíveis com os antigos cargos que tinham naquele momento, e que só poderiam ocupar funções em comissão quem aderisse ao PCR para assumir os novos cargos criados por ele (até hoje, os níveis 1, 2 e 3 dos novos cargos têm a mesma remuneração). Quem não aderisse ao novo plano ficaria sem função. Ou seja, também assinaram o termo de adesão ao PCR, pois era melhor ter uma função com diminuição de 25% dos rendimentos totais, do que ficar sem função nenhuma (adesões conseguidas com chantagem; ou adere ao PCR ou fica sem função comissionada). Vocês acham que existe algo mais maquiavélico do que a estratégia do BNB para a implantação do PCR?

Pensem nisso. Mas, acima de tudo, deixem de lado aquela briga por funções e unam-se em prol da isonomia (que significa aumentos de até 80% para todos, independente de funções em comissão), conversem sobre o assunto com seus colegas, participem maciçamente das assembleias e rejeitem qualquer proposta que não garanta a justa isonomia. Pois a continuidade da greve, na legalidade, depende das votações nas assembleias dos sindicatos.

Vamos à luta, todos juntos – funcionários do BNB, do BB, da CEF e do BASA -, com firmeza, não cedendo jamais às pressões que certamente virão, e com certeza teremos uma grande vitória.

ISONOMIA SIM! E TEM QUE SER AGORA!

 

Novos funcionários do BNB.