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Seeb São Paulo A Confederação Brasileira dos Trabalhadores Policiais Civis (Cobrapol) enviou na quinta-feira (6) moção de apoio à greve dos bancários para o presidente da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Murilo Portugal, com cópia para a Contraf-CUT. No documento, a entidade afirma que os trabalhadores "estão exercendo o seu legítimo e constitucional direito de greve, diante do impasse registrado nas negociações salariais iniciadas com os bancos".

"É inaceitável que as direções da FEBRABAN e dos bancos se recusem a
negociar", ressalta a entidade dos policiais civis. "Trata-se de uma chantagem indigna de qualquer dirigente, que respeite princípios democráticos, ainda mais, tendo em vista os altíssimos lucros, que o sistema bancário tem tido no país nos últimos anos".

A Cobrapol enfatiza que "o direito de greve deve ser respeitado" e propõe a retomada imediata das negociações.

"Agradecemos o apoio da entidade nacional que representa os policiais civis, mostrando o respaldo cada vez maior da sociedade para a greve dos bancários", avalia o secretário-geral da Contraf-CUT, Marcel Barros. "Esperamos que a Fenaban desperte do silêncio em que se encontra e volte a dialogar na mesa de negociações com uma proposta decente para a categoria", conclui.

Veja a íntegra da moção dos policiais civis:

Moção de Apoio à greve dos bancários

Ao
Presidente da Federação Brasileira de Bancos – FEBRABAN

Os trabalhadores dos Bancos, através da CONTRAF e de seus sindicatos,
estão exercendo o seu legítimo e constitucional direito de greve, diante do impasse registrado nas negociações salariais iniciadas com os bancos.

É inaceitável que as direções da FEBRABAN e dos bancos, se recusem a
negociar. Trata-se de uma chantagem indigna de qualquer dirigente que
respeite princípios democráticos, ainda mais, tendo em vista os altíssimos lucros que o sistema bancário tem tido no país nos últimos anos.

O direito de greve deve ser respeitado e as negociações sobre a pauta
reivindicativa dos trabalhadores bancários devem ser retomadas de
imediato, sem a condição prévia de fim da greve, que atropela não só um
direito dos trabalhadores bancários, mas de todos os demais.

Brasília-DF, 6 de outubro de 2011.

Confederação Brasileira dos Trabalhadores Policiais Civis – COBRAPOL

Fonte: Contraf-CUT com Cobrapol