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O Sindicato dos Bancários do Ceará usou mais uma vez da Literatura de Cordel, gênero literário de forma rimada, como modo de sensibilizar os trabalhadores para aderirem ao movimento grevista, que atingiu na segunda-feira, dia 10, 9.090 agências paralisadas em todo o país.

Após a denúncia das práticas antissindicais cometidas pelo Bradesco por meio do Cordel: a peleja do monstro "Presença" para derrotar a deusa greve, agora chegou à vez do Itaú ganhar seu próprio Cordel, intitulado: A Saga do Pererê contra o Personalité.

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Os trabalhadores usaram deste mecanismo para denunciar a falta de valorização dos funcionários, as demissões ocorridas desde o anúncio da fusão com o Unibanco, seguindo na contramão do emprego e do compromisso assumido na época pelo Roberto Setúbal e Pedro Moreira Sales, entre outras questões.

"A todo o momento os bancários mostram criatividade e cultura, principalmente neste período, que se mantém inquietante pela frustração das negociações com os bancos que levaram os bancários à greve", afirma Carlos Eduardo, presidente Sindicato dos Bancários do Ceará e da Fetrafi-NE.

Segundo o autor, Tomaz de Aquino, secretário de Imprensa do Sindicato dos Bancários do Ceará, "o cordel está sendo utilizado pela entidade durante a greve dos bancários como instrumento de protesto e de mobilização, além de denunciar à sociedade as práticas antissindicais cometidas pelos bancos durante a greve nacional da categoria", conclui.

Fonte: Contraf-CUT com Seeb Ceará