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Os bancários paralisaram 9.165 agências e vários centros administrativos de bancos públicos e privados em todos os 26 estados e no Distrito Federal nesta terça-feira (11), 15º dia da greve nacional. O balanço foi feito pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), a partir dos dados enviados pelos sindicatos até as 18h. A paralisação já é a maior dos últimos 20 anos da categoria.

O Comando Nacional dos Bancários, coordenado pela Contraf-CUT, reunido nesta terça-feira, em São Paulo, decidiu fortalecer e ampliar a greve. "Também aprovamos solicitar audiências com a presidenta Dilma Rousseff, para cobrar empenho do governo federal na construção de uma solução para a greve, e com o presidente da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), Murilo Portugal, para cobrar a retomada imediata das negociações com a apresentação de uma proposta decente para a categoria", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional.

Protestos contra a ganância dos bancos

Outra proposta aprovada pelo Comando foi a orientação aos sindicatos de todo o país para a realização nesta sexta-feira (14) de manifestações em todo país. "Vamos protestar contra a ganância dos bancos, por emprego decente e por um sistema financeiro cidadão", explica o dirigente sindical.

"Os sindicatos irão organizar atividades, com a participação de movimentos sociais, denunciando a falta de responsabilidade social dos bancos, que acumulam lucros estrondosos, mas não garantem contrapartidas aos trabalhadores e à sociedade brasileira", ressalta Cordeiro.

Para o presidente da Contraf-CUT, "o papel do sistema financeiro é oferecer crédito barato e acessível para financiar o desenvolvimento econômico e social do país. No entanto, não é isso que acontece no Brasil. Basta ver que o spread bancário aumentou novamente após a queda da taxa Selic, atingindo o maior nível desde 2009".

"Convidamos todas as entidades da sociedade civil organizada a participar dos protestos, cobrando a valorização dos bancários, a melhoria do atendimento aos clientes e a contribuição dos bancos no processo de desenvolvimento com distribuição de renda", completa.

Maior greve nos últimos 20 anos

A greve já é a maior da categoria nos últimos 20 anos, superando o pico de 2010, quando os bancários pararam 8.278 agências em todo país. O movimento foi deflagrado no dia 27 de setembro, depois que as assembleias dos sindicatos rejeitaram a proposta de reajuste de 8% feita pela Fenaban na quinta rodada de negociações, que significa apenas 0,56% de aumento real.

Os bancários reivindicam reajuste de 12,8% (aumento real de 5% mais inflação do período), valorização do piso, maior Participação nos Lucros e Resultados (PLR), mais contratações, extinção da rotatividade, fim das metas abusivas, combate ao assédio moral, mais segurança, igualdade de oportunidades, melhoria do atendimento dos clientes e inclusão bancária sem precarização, dentre outros itens.

Fonte: Contraf-CUT