Grupo discute saúde e condições de trabalho, segurança e igualdade

Rede de Comunicação dos Bancários
Júnior Barreto, Paula Padilha e Maricélia Franco

A luta pelo fim das metas abusivas e o combate ao assédio moral foi reafirmada no grupo de saúde e condições de trabalho, segurança bancária e igualdade de oportunidades, durante os debates na tarde deste sábado, dia 21, na 14ª Conferência Nacional dos Bancários, em Curitiba. As demandas aprovadas foram remetidas para deliberação na plenária final que acontece na manhã deste domingo, dia 22.

Para o secretário de Saúde do Trabalhador da Contraf-CUT, Walcir Previtale, o fato deste ter sido o último grupo a concluir os debates evidencia o quanto as discussões foram produtivas. "Os temas sobre o fim das metas abusivas ou o fim das metas e a renovação ou não renovação do acordo que possui um instrumento de combate ao assédio moral tiveram destaque nos debates e foram encaminhados para a plenária final", afirmou.

Os participantes discutiram outros temas referente à saúde como os meios para garantir a emissão pelos bancos da Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT), o programa de reabilitação e as questões que envolvem a violência organizacional.

O grupo ainda debateu a inclusão de uma reivindicação para que os bancos complementem o salário de aposentados que continuam na ativa em caso de afastamento por doença ou acidente de trabalho. Foi aprovada a garantia de que o banco desenvolva políticas contra discriminação de trabalhadores que estão em processo de reabilitação e o cumprimento da NR 17, que não contempla a maioria dos bancários, para que todos tenham direito a intervalo de 10 minutos após 50 minutos de jornada em trabalhos repetitivos.

Segurança bancária

Na reunião em grupo, os bancários aprovaram por consenso pequenas alterações em algumas reivindicações da minuta nacional, a partir das propostas encaminhadas pelas conferências regionais e estaduais.

Todas as demais demandas de segurança bancária foram reafirmadas, como a obrigatoriedade das portas giratórias com detectores de metais, câmeras de monitoramento em tempo real nas áreas internas e externas das agências e postos, biombos entre as filas de espera e os caixas, e vidros blindados nas fachadas. Foi acrescentada também a proposta de instalação de escudo com assento para o vigilante nas unidades.

O coordenador do Coletivo Nacional de Segurança Bancária da Contraf-CUT, Ademir Wiederkehr, destacou que uma das medidas a ser reivindicada junto aos bancos será a comunicação imediata ao sindicato local para acompanhar os empregados por ocasião do comparecimento ao órgão policial para a identificação de criminosos ou suspeitos. Além disso, o banco deverá garantir a segurança individual das vítimas.

Também foi reiterado o fim da triagem de clientes para verificação de acesso à parte interna das agências e postos, como forma de combater o crime da "saidinha de banco".

Igualdade de Oportunidades

O grupo ainda tratou das questões sobre a igualdade de oportunidades. Os participantes discutiram temas relacionados à isonomia de tratamento para homoafetivos, ampliação da licença paternidade e contratação das pessoas com deficiência, entre outras questões.

Fonte: Contraf-CUT