Crédito: Paulo Pepe/Seeb SP
Paulo Pepe/Seeb SP
A Contraf-CUT, federações e sindicatos realizaram na sexta-feira (24) e nesta segunda-feira (27) a primeira e a segunda rodadas de negociações com a federação das financeiras (Fenacrefi) da Campanha Interestadual dos Financiários de 2012, em São Paulo. Houve debates sobre vários pontos da pauta de reivindicações, mas sem avanços.

No primeiro dia foi discutida a abrangência do acordo. "Nosso objetivo é que o acordo seja estendido também aos empregados que atuam na concessão de crédito, financiamento e investimento, entre outros", afirma Ivone Silva, secretária-geral da Contraf-CUT.

A Fenacrefi ficou de avaliar a proposta das entidades sindicais e dará uma resposta nas próximas negociações.

Outro tema debatido foi a unificação da data-base, uma reivindicação histórica dos financiários. "Isso seria o primeiro passo para uma convenção coletiva nacional, como ocorre há 20 anos com os bancários que possuem data-base única em 1º de setembro", salienta. Entretanto, os representantes da Fenacefi não se comprometeram em analisar a demanda.

Combate ao assédio moral

Nesta segunda-feira os temas foram o combate ao assédio moral/violência organizacional e o fim das metas abusivas. Também não houve avanços. "Eles sequer reconhecem que há assédio moral", critica Ivone.

Os representantes da Fenacrefi assumiram o compromisso de estimular as financeiras a procurarem os sindicatos para que façam adesão à cláusula que trata do protocolo para prevenção de conflitos no ambiente de trabalho (adesão voluntária), onde está previsto um instrumento de combate ao assédio moral.

"Essa cláusula foi incluída no acordo no ano passado, o que foi um avanço. Agora precisamos fazer com que as financeiras assumam esse compromisso e façam adesões com os sindicatos", destaca Ivone.

Próximos passos

As datas de negociação para tratar das cláusulas econômicas, PLR e outros temas não foram definidas.

Fonte: Contraf-CUT