A proposta insuficiente que a Fenaban apresentou no dia 28 de agosto ao Comando Nacional dos Bancários, coordenado pela Contraf-CUT, representa somente 0,58% de aumento real, ficando abaixo da projeção de 0,7% divulgada anteriormente. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) ficou em 5,39% nos últimos 12 meses, de acordo com os dados anunciados nesta quarta-feira (5) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O índice subiu 0,45% em agosto, pressionado pela alta dos alimentos, após ter registrado 0,43% em julho. Com isso, já acumula 3,46% em 2012. O INPC mede a variação dos preços para as famílias com renda de um a cinco salários mínimos e chefiadas por assalariados.

"Esse aumento real de 0,58% é incompatível com a pujança dos ganhos bilionários do sistema financeiro. Somente os seis maiores bancos lucraram R$ 25,2 bilhões no primeiro semestre deste ano e ainda provisionaram R$ 39,15 bilhões para devedores duvidosos, um grande exagero para uma inadimplência que cresceu apenas 0,7 ponto percentual no período", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional.

"Se 97% das categorias fecharam acordos com reajustes acima da inflação no primeiro semestre, os bancos podem apresentar uma proposta que atenda à reivindicação de 5% de aumento real dos bancários", defende o dirigente sindical.

Diante do impasse nas negociações, o Comando já definiu calendário de mobilização que aponta para a realização de assembleias no dia 12 para deflagrar greve nacional por tempo indeterminado a partir do dia 18, com assembleias organizativas no dia 17.

"Queremos buscar um acordo que contemple reajuste de 10,25%, piso de R$ R$ 2.416,38, PLR de três salários mais R$ 4.961,28 fixos, mais contratações, fim da rotavidade, garantias contra demissões imotivadas e melhoria das condições de saúde, segurança e trabalho, dentre outras demandas", conclui Carlos Cordeiro.

Fonte: Contraf-CUT