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Paralisação contra intransigência do banco

Os funcionários do Banco do Estado do Pará entraram em greve na terça-feira (4) diante da falta de negociações específicas. O movimento começou forte em Belém e a maioria das agências no interior não abriu as portas nesta quarta-feira (5), segundo dia de paralisação no Banpará.

"A indignação e revolta contra a intransigência do Banpará está sendo mostrada na greve. A capital está paralisada por tempo indeterminado e no interior estamos avançando, e o funcionalismo só deve voltar quando as reivindicações forem atendidas. A greve poderia ter sido evitada se de fato a direção do banco estivesse aberta à negociação como afirmou o presidente do Banpará em coletiva à imprensa, porém mais uma vez fomos empurrados para a greve", comenta a presidenta do Sindicato dos Bancários do Pará, Rosalina Amorim.

Nesta quarta-feira, a greve no Banpará recebeu o apoio da Central Única dos Trabalhadores (CUT) que marchou pelas ruas de Belém e de Brasília para cobrar a ratificação da Convenção 158 da Organização Internacional do Trabalho (OIT) – que impede a demissão imotivada; regulamentação da Convenção 151 – que estabelece a negociação coletiva no serviço público; revogação do Decreto 7777 – que permite a substituição de servidores grevistas; defesa dos trabalhadores ameaçados pela terceirização e pela Agenda do Trabalho Decente.

O Dia Nacional de Mobilização convocado pela CUT "prioriza também a luta por uma educação de qualidade com 10% do PIB para a educação e trabalho decente, garantir avanços nas negociações com o Executivo e destravar a pauta no Legislativo".

Com a greve, o Sindicato, a Contraf-CUT e a Fetec Centro-Norte se reúnem pela primeira vez, às 16h30, com a direção do Banpará para discutir as questões específicas do funcionalismo. "A reunião de hoje já era pra ter começado há quase um mês atrás, quando entregamos a minuta à direção do banco. Esperamos que, de fato, o banco negocie e que não venha com argumentos inconsistentes do tipo que não dá ou de que não pode atender nossas demandas", destaca a diretora do Sindicato e também funcionária do Banpará, Odinéa Gonçalves.

"Queremos que o banco cumpra o acordo do ano passado, contrate mais pessoal, reajuste o salário de seu funcionalismo de forma compatível com sua capacidade já anunciada, afinal o Banpará está entre os 100 maiores bancos mundiais e repassou mais de R$ 66 milhões para o governo estadual. É hora de investir mais recursos para melhorar as condições salariais e de trabalho do seu funcionalismo", espera a diretora de saúde do Sindicato e funcionária do Banpará, Érica Fabíola.

Fonte: Contraf-CUT com Seeb Pará