sexta-feira, abril 10, 2020
Home > Notícias do Sindicato > Vigilantes do Paraná cobram responsabilidade dos bancos na segurança

Vigilantes do Paraná cobram responsabilidade dos bancos na segurança

Crédito: SindVigilantes de Curitiba
SindVigilantes de Curitiba
Trabalhadores entregaram modelo de projeto de lei na Assembleia Legislativa

Por iniciativa do deputado estadual Tadeu Veneri (PT), o presidente do Sindicato dos Vigilantes de Curitiba e Região Metropolitana, João Soares, usou a tribuna da Assembleia Legislativa do Paraná na tarde de terça-feira (11), em Curitiba, para falar sobre o grande número de assaltos a bancos e carros-fortes, além das explosões de caixas eletrônicos no Estado.

Ele expôs as difíceis condições de trabalho desses profissionais e entregou aos deputados um modelo de projeto de lei contendo propostas para tentar melhorar o setor, entre elas a exigência de um plano de segurança para instalação de caixas automáticos, em conformidade com orientações da Secretaria Estadual de Segurança Pública e vistoriado pelo Corpo de Bombeiros.

Clique aqui para ver o modelo de projeto de lei.

Soares citou as recentes ocorrências envolvendo uma agência do Bradesco no bairro Tarumã, em Curitiba, e outra do HSBC em Pinhais, na Região Metropolitana, que resultaram em duas mortes e três pessoas feridas, para enfatizar a inexistência de legislação que especifique lugares apropriados para embarque e desembarque de valores. A seu ver, esse é mais um fator de risco a que se expõe a população. Não raro clientes e transeuntes são tomados como reféns pelos assaltantes, segundo relatou.

Também pediu que os bancos instalem equipamentos de filmagem discretos e de alta resolução, que facilitem o trabalho de investigação da polícia e a consequente captura dos bandidos.

O sindicalista mostrou dados alarmantes: só neste ano foram registrados 168 ataques a bancos e carros-fortes no Paraná, e 75 explosões de caixas automáticos. "Alguma coisa tem que ser feita. Os bancos se preocupam apenas com o dinheiro, mas são eles que devem custear a segurança de seus clientes, bem como a dos funcionários que lhes prestam serviços", afirmou.

O dirigente sindical apontou também o descaso das empresas de segurança com seus empregados e a falta de critérios para o armazenamento, o transporte, a venda e a fiscalização de explosivos, o que facilitaria sua aquisição pelas quadrilhas especializadas.

Durante sua exposição, Soares foi aparteado pelos deputados Adelino Ribeiro (PSL), Pedro Lupion (DEM), Elton Welter (PT), Luciana Rafagnin (PT), Leonaldo Paranhos (PSL) e Rasca Rodrigues (PV), que se solidarizaram com as reivindicações dos profissionais da área e elencaram os vários projetos que tramitam ou tramitaram na Casa com a finalidade de oferecer melhores condições de trabalho à categoria e maior segurança à população.

Fonte: Contraf-CUT com SindVigilantes e Alep