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No segundo dia, a greve nacional dos bancários continua forte na Paraíba, nesta quarta-feira, dia 19, com mais de 93% de adesão na base do SEEB – PB. A paralisação atingiu 100% no Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Itaú, Santander, HSBC, Mercantil do Brasil e BIC Banco; 75% no Banco do Nordeste do Brasil e 65% no Bradesco.

Apesar da força do movimento, três incidentes foram registrados neste segundo dia de greve, sendo: dois na Caixa Econômica Federal, com agressão física a sindicalistas; e uma discussão bastante acirrada, na agência Empresarial João Pessoa, do Banco do Brasil.

Agressões físicas na Caixa

agressao_nonato.jpgO diretor do Sindicato dos Bancários da Paraíba, Raimundo Nonato foi agredido fisicamente por Yuri, que é empregado da Caixa Econômica Federal e tesoureiro da agência Trincheiras, em João Pessoa.

O incidente teve início quando o tesoureiro insistiu em ter acesso pelos fundos, mesmo tendo autorização para entrar pela porta da frente da agência, durante a greve. E, como não foi atendido, pulou um muro de mais de dois metros de altura e já caiu em cima do sindicalista, que sofreu traumatismo no braço esquerdo e recebeu uma cotovelada nas costelas.

No tumulto, o agressor ainda arremessou os óculos do dirigente sindical no meio da rua, que foram resgatados por outros empregados da caixa que colocaram um fim à contenda. Diretores do Sindicato, inclusive o presidente Marcos Henriques, foram ao local para apurar os fatos que foram de imediato levados ao conhecimento do Superintendente Estadual, Celizo que também esteve naquela unidade da Caixa.

“Não podemos permitir que dsc_1781.jpgabsurdos dessa natureza voltem a ocorrer durante a greve, principalmente no âmbito da Caixa, onde os funcionários são politizados e parceiros do Sindicato em todos os movimentos reivindicatórios. Temos certeza de que se tratou de um fato isolado, cujo agressor deverá ser responsabilizado pelos seus atos”, concluiu Marcos Henriques.

Outra agressão – No final da tarde, a Secretária para Questões da Mulher Bancária, Natascha Brayner foi agredida fisicamente por uma colega que trabalha no Departamento Jurídico da instituição financeira pública, no condomínio da Caixa Econômica Federal, onde funciona a agência Cabo Branco e outros órgãos.  

Natascha, que fazia piquete de convencimento (veja foto), foi surpreendida por um ataque-surpresa da empregada lotada no Departamento Jurídico da Caixa, Jaildete Amorim que lhe atingiu o pescoço e o braço com suas unhas afiadas, além de desferir uma cabeçada e abrir caminho à força para entrar no prédio.

Descontrolada, e aparentemente perturbada, seguiu o ataque contra a sindicalista, agora com palavras de baixo calão e outros impropérios nada éticos, nada condizentes com postura exigida pela empresa.

Por se tratar de uma prédio estratégico, alguns gerentes estão tentando sabotar a greve através do encaminhamento de funcionários àquelas unidades da Caixa após a saída do pessoal do Sindicato.

Arrogância no Banco do Brasil

O terceiro incidente do dia ocorreu na agência Empresarial João Pessoa, que funciona no 10º andar do condomínio empresarial Metropolitan, na capital paraibana, envolvendo o gerente geral daquela unidade do Banco do Brasil e o diretor do SEEB – PB, Francisco de Assis (Chicão), que é funcionário do banco público.

Segundo o sindicatista, o gerente Cláudio estava coagindo os funcionários a trabalharem à revelia da decisão soberana da Assembleia, que deflagrou a greve por tempo indeterminado. De forma arrogante, o gerente se dirigiu ao dirigente sindical na entrada da agência, mas encontrou argumentação adequada sobre não desrespeitar o Sindicato e a decisão da Assembleia da categoria profissional.

Sobre o fato de o gerente ter chamado a segurança do condomínio, a quem havia solicitado obstruir o acesso de sindicalistas à agência, Francisco de Assis falou sobre a importância da paralisação para os bancários e aproveitou a ocasião para alertar o gestor sobre as práticas antissindicais, que são coibidas pelo Ministério Público do Trabalho, com base na Lei nº 7.783/89 – a Lei de Greve.

Depois de algum tempo de discussões e esclarecimentos, o gerente reconheceu ter sido deselegante com um sindicalista cutista/apoiador no primeiro dia da greve, quando bradou que iria abrir a agência a qualquer custo, inclusive se autoproclamando “o dono da agência”, “o poderoso chefão”, que “podia barrar o Sindicato”, dentre outros impropérios típicos dos ditadores.

“O fundamento de uma greve é interromper os negócios do patrão. Daí, a importância que a paralisação atinja agências do tipo “Empresarial”, onde são realizados grandes negócios corporativos, como forma de trazer a diretoria do Banco a sentir necessidade de negociar com os seus empregados” arrematou Chicão.

Fonte: SEEB – PB