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Nesta sexta-feira, 21 de setembro, às 16h, no Ponto de Cem Réis, centro de João Pessoa, os bancários e os funcionários dos Correios vão realizar um ato público para denunciar à sociedade a intransigência dos patrões, que levou os trabalhadores a paralisarem suas atividades por tempo indeterminado.

Os bancários

A greve dos bancários chegou nesta quinta-feira (20) ao seu terceiro dia, com mais de 8 mil agências paralisadas em todo o país. Na base do Sindicato dos Bancários da Paraíba a adesão é de 93% e os bancários continuam mobilizados para conquistar na luta o aumento real de 5%, dentre outras reivindicações da categoria.

A pauta de reivindicações foi entregue à Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) no dia 1º de agosto. O patronato apresentou uma única proposta no dia 28 com um índice irrisório de 0,58% de aumento real. É inadmissível que o setor que obtém os maiores lucros, que utiliza as maiores taxas de juros e outros artifícios para engordar seus ganhos, apresente uma proposta de 0,58% de aumento real para os trabalhadores, ao mesmo tempo em que remunera em 9,7% os seus executivos.

A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) enviou cartas à Fenaban e aos bancos no dia 5 para reafirmar sua disposição em negociar, mas sem resposta a alternativa foi o iniciar uma greve nacional por tempo indeterminado.

As principais reivindicações dos bancários

● Reajuste salarial de 10,25% (aumento real de 5%).
● Piso salarial de R$ 2.416,38.
● PLR de três salários mais R$ 4.961,25 fixos.
● Plano de Cargos e Salários para todos os bancários.
● Elevação para R$ 622 os valores do auxílio-refeição, da cesta-alimentação, do auxílio-creche/babá e da 13ª cesta-alimentação, além da criação do 13º auxílio-refeição.
● Mais contratações, proteção contra demissões imotivadas e fim da rotatividade.
● Fim das metas abusivas e combate ao assédio moral
● Mais segurança
● Igualdade de oportunidades.

Trabalhadores dos Correios

Como no ano passado, a direção dos Correios deixa o processo de negociação de lado para apostar na judicialização da greve dos trabalhadores, iniciada nesta semana em 23 regiões do país.

A categoria reivindica um aumento de 43,7% e R$ 200 linear, tíquete de R$ 35, a contratação imediata de 30 mil trabalhadores, o fim das terceirizações, além de outros pontos para garantia de melhores condições de trabalho.