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Nesta segunda-feira, 24 de setembro, de forma antiética, nada condizente com as recomendações da  Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), os advogados do Banco Bradesco ameaçaram os funcionários e os forçaram a entrar nas agências, sob o falso argumento de que a greve teria acabado naquele banco. E tudo isso como represália, porque a Justiça não acatou o pedido liminar de Interdito Proibitório em favor da instituição financeira privada.

Não é de hoje que o escritório que presta serviços para o Bradesco age fora Lei e fica fazendo papel de capataz do Banco através de ameaças sob falsos argumentos, forçando os trabalhadores bancários a entrarem nas agências. “Essas atitudes são consideradas práticas antissindicais previstas na Lei 7.783/89 – A Lei de Greve – e são passíveis de punição”, comentou Jurandi Pereira, diretor reponsável pelo Jurídico do Sindicato dos Bancários da Paraíba (SEEB – PB). 

O Bradesco, que obteve um lucro líquido de R$ 5,7 bilhões no primeiro semestre deste ano, mesmo depois de ter aumentado em 33,14% a provisão para créditos de liquidação duvidosa e de ter estabelecido a remuneração anual de R$ 4.434.782,61 para cada um dos seus 92 diretores estatutários, se recusa a atender aos bancários pela via negocial. E ainda se dá ao luxo de agir dessa forma.

O presidente do Sindicato, Marcos Henriques condenou a velha prática do Bradesco de tentar abrir suas agências ‘na marra’. “A mesquinhez do Bradesco vem de longe; todo ano se repete essa palhaçada, depois que o banco deixa a mesa de negociação e tenta se dar bem com os artifícios jurídicos, como o uso do Interdito Proibitório. E, agora que a Justiça lhes negou o pedido liminar de interdito, o Banco, através de seus advogados, age fora da Lei para tentar esvaziar a greve legítima dos trabalhadores bancários”, denunciou.

Revoltado com a vergonhosa atitude do Bradesco e seus advogados, Marcos Henriques adiantou que o Sindicato da categoria  vai recorrer à Justiça e aos órgãos competentes para coibir esses abusos. "Vamos entrar com uma representação contra a postura irresponsável desses advogados  junto à OAB – Seccional Paraíba e buscar garantias jurídicas para a manutenção da greve constitucional dos bancários nos foruns apropriados. Nós cumprimos todos os trâmites legais e exigimos os rigores da Lei para quem a desrespeita. Afinal, Direito tem quem direito anda", concluiu.

As principais reivindicações dos bancários

● Reajuste salarial de 10,25% (aumento real de 5%).
● Piso salarial de R$ 2.416,38.
● PLR de três salários mais R$ 4.961,25 fixos.
● Plano de Cargos e Salários para todos os bancários.
● Elevação para R$ 622 os valores do auxílio-refeição, da cesta-alimentação, do auxílio-creche/babá e da 13ª cesta-alimentação, além da criação do 13º auxílio-refeição.
● Mais contratações, proteção contra demissões imotivadas e fim da rotatividade.
● Fim das metas abusivas e combate ao assédio moral
● Mais segurança
● Igualdade de oportunidades.

Fonte: SEEB – PB