Crédito: Camila de Oliveira
Camila de Oliveira Candidatos mostraram dados e propostas no terceiro programa pela internet

Com a participação dos colegas banespianos que enviaram suas perguntas, o último Tira-Dúvidas com os candidatos da chapa “Banesprev Somos Nós” foi transmitido ao vivo na noite de segunda-feira (27), pela internet. O programa foi dividido em três blocos: o primeiro, destinado às argumentações das candidatas do Comitê de Investimentos Márcia Campos e Stela; o segundo, às respostas de Walter Oliveira (Diretor Financeiro) e Shisuka Sameshima (Diretora Administrativa), e o terceiro, às considerações finais. A apresentação ficou por conta de Paulo Salvador, coordenador da Rede Brasil Atual.

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De iniciativa pioneira, o ciclo de transmissões ao vivo pela internet promovido pela chapa ‘Banesprev Somos Nós’ buscou mostrar com transparência aos participantes e assistidos as propostas de cada candidato, tal como sanar dúvidas sobre os assuntos relacionados ao Fundo Banespa de Seguridade Social – o qual, muitas vezes, falta informação correta.

Além disso, o debate entre candidatos das eleições (no dia 13) e os dois programas Tira-Dúvidas (nos dias 20 e 27) mostraram quais são os candidatos mais preparados e dispostos a dialogar, sem medo de questionamentos.

Mais uma vez, uma das grandes preocupações dos participantes e assistidos foi refletida nas dúvidas: o suposto fim do Fundo Banespa. Para Márcia Campos, o “burburinho” acerca do fim do Banesprev confunde a cabeça dos participantes e não ajuda no debate.

“O Banesprev não vai quebrar porque possui mais de R$ 11 milhões de recursos ativos da melhor qualidade, de baixo risco de crédito e de mercado, porque é assim que manda nossa política de investimentos e nós a seguimos à risca. Este valor é o total, segregado em seis planos. Não existe risco do título chegar ao vencimento e não ser convertido em dinheiro”, tranquilizou a candidata, que já foi gerente financeira e membro suplente do Comitê de Investimentos.

O que acontece, segundo Márcia, é que por vezes há um descompasso e o total de recursos que se tem não é igual a tudo o que se vai pagar.

De acordo com Stela, o papel dos eleitos no Comitê de Investimentos é buscar apresentar as melhores formas de gerir os recursos do fundo, coibir possíveis ingerências da patrocinadora – que tem interesse adversos dos participantes – e denunciar possíveis desvios de conduta da diretoria, tanto eleitos como dos indicados.

Para isso, é importante que pessoas atuantes e de conhecimento técnico estejam na gestão. “Temos pela frente grandes desafios. Temos de garantir que o banco faça sempre os aportes de recursos necessários do Plano V e do Plano Pré-75 e estar juntos nisso e também no cuidado com a Cabesp”, lembrou a candidata.

Stela reforçou ainda que o voto nestas eleições não dever ser movido pela questão do acordo coletivo de 2001. “Todos nós perdemos salários naquele momento por conta do congelamento. Em contrapartida, aposentou milhares de pessoas”, frisou.

Tábua e expectativa de vida

Ainda no primeiro bloco, Márcia explicou um pouco sobre as dúvidas referentes à tábua – que é a projeção da expectativa de vida. “No Banesprev, trabalhávamos com duas tábuas AT 83 (Planos II e III) e AT 2000 (Plano V)”, disse. Quanto mais projetar longevidade, segundo ela, mais conservadora a tábua é. Porém, houve alteração para todos os planos e acabou sendo usada a AT 2000, que demanda mais recursos. Isso significa média de um a dois anos de benefícios mais a pagar (exemplo: para homens aos 53 anos pela AT 83 a expectativa de vida é de 81,4 anos e, pela AT 2000, 83,5 anos).

“Como o Plano II não está equilibrado apresentando déficits por conta de outras variáveis, isso acaba agravando a necessidade de recursos”, alertou a candidata.

Na situação atual, os eleitos não fazem nenhum tipo de objeção para evitar déficits por conta da maior necessidade de recursos. “Pensar direito na hora de votar porque depende muitos dos eleitos em cada colegiado para as coisas acontecerem da forma mais interessante para os participantes”, pontuou Márcia.

Para Shisuka Sameshima, a chapa sempre defendeu a manutenção da tábua AT 83 porque as ocorrências com o nosso perfil banespiano atestam que é possível mantê-la. “No entanto, ela já foi aprovada pela Diretoria Executiva e pelo Conselho Deliberativo e se implantada vai penalizar mais ainda o equacionamento do déficit.

Vale lembrar também que essa alteração foi feita sem uma discussão ampla, sem debate com os representados. Foi aprovada a toque de caixa, de um dia pro outro e não tivemos tempo de tomar um debate aprofundado em relação a esse assunto.”

Desinformação

Há a informação equivocada de que, caso o Banesprev tivesse vendido sua carteira de ações em 2006/2007, o atual déficit do Plano II não existiria. Um participante questiona a chapa sobre a veracidade desta afirmação.

De acordo com Walter Oliveira, atual coordenador do Comitê Gestor do Plano II e ex-diretor administrativo e financeiro do Fundo, quem repassa esta informação demonstra desconhecimento do assunto. “Isso só colabora para confundir, demonstra desconhecimento do assunto de seus candidatos e seus apoiadores e explica, inclusive, a ausência deles no debate, porque poderiam ter vindo até aqui falar ao vivo com você. Se omitiram, sem explicação”, disse.

Em resposta, o candidato se baseou em dados favoráveis dos anos de 2006-2007 a respeito do mercado de renda variável. “É bom ressaltar no período de 2/1/2007 até o último dia útil daquele ano, a bolsa valorizou 91% contra 29% do CDI. Isso quer dizer que, se tivéssemos vendido, a afirmação agora seria: ‘o déficit é recorrente porque vocês venderam as ações na hora errada, no melhor momento histórico da bolsa’. Então agora vocês vejam que não há só desinformação, mas também um pouco de má-fé”, expôs Walter.

Outra questão versou sobre como o Banesprev se compara com o praticado em outros fundos de pensão. “É preciso ver as carteiras de cada fundo. No caso do Banesprev, ele paga muitos benefícios e arrecada pouco. É um fundo muito maduro, por isso não se investe muito”, explicou.

Porém, o dirigente destaca que o fundo é modelo de gestão para o universo da previdência complementar brasileira. “Não há micos na carteira. Os que tinham já foram tirados, que eram da época em que os diretores eram todos indicados. Ou seja quando começou a eleição de representantes, melhorou a gestão”, disse.

Serviço passado

Walter também lembrou que a chapa ‘Banesprev Somos Nós’ e seus apoiadores sempre correram atrás dos documentos para comprovar o serviço passado, problema diagnosticado em 1998. “Fizemos várias viagens a Brasília e denúncias na Previc, Ministério da Previdência, Câmara dos Deputados, Senado Federal, manifestação na Torre do Santander, na JK, e nunca tivemos o menor apoio dessas associações (que hoje tentam desqualificar nossa luta)”, afirmou. “Entramos com a ação, mas nunca desistimos da negociação. Estamos abertos quando o banco nos chamar”.

Como votar

Não deixe de votar! O processo eleitoral do Banesprev começa no dia 1º de fevereiro e termina dia 15 do mesmo mês, pela internet e Correios. A participação de cada banespiano é muito importante para legitimar o processo.

Os colegas com direito ao voto receberão o kit eleitoral em seus endereços de correspondência, que é composto por um envelope carta-resposta, cédula padronizada para votação, e instrução com senha única para votação pela internet.

A Afubesp orienta aos colegas que priorizem o voto pela internet por se tratar de um método mais seguro e cômodo, uma vez que é rápido e não é preciso sair de casa. Quem optar pelo voto postal deve ficar atento à data para não enviar a cédula antes do início da votação, para não correr o risco de ter sua cédula anulada. Não deixe seu voto nas mãos de terceiros: preencha e poste no Correio você mesmo e evite fraudes no processo.

Fonte: Letícia Cruz e Érika Soares – Afubesp