A Contraf-CUT e os sindicatos cobraram respostas da direção do BNB sobre as irregularidades denunciadas pelo Ministério Público do Ceará ocorridas dentro da instituição, além de debaterem sobre andamento das comissões paritárias, durante mais uma reunião da mesa permanente de negociações ocorrida na quinta-feira 6 de fevereiro.

O Sindicato do Ceará compareceu como membro da Comissão Nacional dos Funcionários do BNB (CNFBNB), que auxilia a Contraf-CUT na mesa de negociação.

De acordo com Tomaz de Aquino, coordenador da CNFBNB, os trabalhadores querem saber o que a direção do banco está fazendo para mudar essa realidade de constantes denúncias na imprensa.

“Nós não queremos mais ver o BNB nas páginas policiais, e sim nas páginas de economia, como o banco de fomento que queremos para o Nordeste. A nossa preocupação é com a defesa do patrimônio e da imagem pública do BNB, mas também com o futuro dos trabalhadores desse Banco”, afirmou.

O diretor administrativo do BNB, Nelson Antônio de Sousa, limitou-se a dizer que o banco vem colaborando com as investigações.

O vice-presidente da Contraf-CUT, Carlos Souza, alertou sobre novos casos de assédio moral, inclusive com provas. O banco informou que essa prática não é orientação da gestão da empresa e que, ao tomar conhecimento dos fatos, coíbe esse tipo de atitude.

Grupos de trabalho

A Comissão paritária sobre Plano de Cargos e Remuneração (PCR) reuniu-se na última semana e os debates avançaram. O banco informou que deve enviar o plano de funções ao governo federal juntamente com a proposta do PCR a ser finalizada pela comissão até o dia 15 de abril.

As comissões paritárias sobre Camed/Saúde e Terceirização devem se reunir esta semana.

A Contraf-CUT e o Sindicato do Ceará cobraram ainda que o banco envie às entidades o quadro de desmobilização das terceirizações realizada até hoje. A direção do BNB informou que o prazo para conclusão do processo é final de 2014. O banco cumpre termo de ajuste de conduta feito com o Ministério Público.

Agenda conjunta

A Contraf-CUT e os sindicatos cobraram ainda o agendamento de uma reunião com o DEST ainda neste mês para debater as pendências dos funcionários. Na ocasião, os representantes dos funcionários e a direção do Banco devem ir à Brasília para tentar avançar nos debates sobre PCR, Plano de Funções, Saúde, Terceirização, Ponto Eletrônico, entre outros temas.

Fonte: Contraf-CUT, com Seeb Ceará