Os bancos comunitários têm funcionado como a salvação do negócio para empreendedores que não conseguem ter acesso aos bancos tradicionais principalmente por falta das chamadas garantias reais.

Consultados pelo DCI, três empreendedores correntistas do Banco Palmas, de Fortaleza, elogiam baixas taxas de juros e facilidade de acesso ao crédito. “É uma boa experiência”, diz Lucineudo Teodosio do Nascimento, dono de um empreendimento de máquinas e outro de lanches. Ele tomou empréstimo de R$ 1.500,00 para tocar seus negócios.

“Ponto negativo não tem. Positivo sempre tem porque ele ajuda a sociedade na forma de empréstimo de dinheiro e a sociedade ajuda também com os juros. Se pagar mais rápido, os juros são baixos. Se pagar em grande quantidade de parcelas, torna-se alto. O Banco Palmas beneficia cada vez mais a ponto de aumentar o limite do crédito. O juro não é muito alto, é razoável”, diz.

Aumento no crédito conseguiu a empresária Noemia Souza. Dona de bar e de borracharia no Conjunto Palmeiras, onde funciona o Banco Palmas, ela já tomou empréstimos de até R$ 5 mil. “Tudo o que a gente precisava em um banco, a gente tem aqui”, afirma. “Os juros não são muito altos, mas também não são muito baixos. O que me fez escolher o Banco Palmas foi a facilidade”, diz.

Graças ao banco comunitário, Eliane Lino conseguiu fazer decolar seu empreendimento de merendas, após obter empréstimos de até R$ 1,5 mil. “Foi através do Banco Palmas que eu consegui um empréstimo, comecei a fazer os meus produtos, vender e criar meu capital de giro”, diz.

“Eles dão chance para quem está inadimplente com um pequeno empréstimo. A gente vai pagando, e eles vão aumentando o crédito. Comecei com um empréstimo de R$ 60,00 e agora já estou com R$ 1,5 mil. Se comparar com os juros dos outros bancos, esses são lá embaixo. Escolhi o Banco Palmas porque vem da nossa comunidade. É um banco popular, um banco do povo”, conclui.