A Central Única dos Trabalhadores, desde sua fundação, defende a livre manifestação pacífica como um direito legítimo de uma sociedade democrática.

No entanto, os recentes fatos que vêm ocorrendo na Venezuela estão longe de ser uma manifestação democrática, por uma pauta de reivindicações que busque melhorar a vida do povo venezuelano. O que se percebe é mais uma tentativa de golpe orquestrada pelas elites com o apoio de forças externas, com o único e exclusivo intuito de demover o governo democrático-popular eleito pelo povo.

Ao longo da história da América Latina, essas tentativas imperialistas de golpe contra governos democrático-populares, de esquerda ou de centro-esquerda têm sido constantes. No caso da Venezuela, estão em cena as mesmas pessoas e instituições que tentaram depor Hugo Chávez, sempre com o apoio da elite local e financiamento externo.

Para a CUT, qualquer mudança de regime, em qualquer país, deve ser feita por meios democráticos de disputa e não por golpe de Estado.

Esperamos que a paz seja retomada na Venezuela e que o povo possa continuar a decidir o destino do país nas urnas.

São Paulo, 21 de fevereiro de 2014.

Vagner Freitas 
Presidente Nacional da CUT 

João Felício
Secretário de Relações Internacionais da CUT


Fonte: CUT