O Banco do Estado do Sergipe (Banese) apresentou lucro líquido de R$ 58,3 milhões em 2013, o que representa uma queda de 33,4% em relação a 2012, devido principalmente ao aumento injustificado das provisões para devedores duvidosos, apesar da redução da inadimplência. Com esse resultado, o retorno sobre o patrimônio líquido médio caiu de 34,1% para 20,8% (-13,3 pontos percentuais).

Segundo análise do balanço realizada pela subseção do Dieese na Contraf-CUT, um fator influenciou, significativamente, o resultado do ano. Apesar da queda de 15,3% nas despesas com provisão para créditos de liquidação duvidosa (PDD), que atingiram R$ 30,1 milhões, o banco criou uma segunda conta de provisão voltada especificamente para o crédito rotativo do cartão de crédito.

Somando-se as duas provisões chega-se a um valor de R$ 123,3 milhões (o que quadruplicou a PDD em relação a 2012). Com isso, o resultado bruto da intermediação financeira teve queda de 43,7%. Destaca-se, ainda, que o banco registrou uma das menores taxas de inadimplência do mercado (0,7%), que teve queda de 0,2 pontos percentuais em doze meses (atrasos superiores a 60 dias), não havendo justificativa para tamanho provisionamento.

O que amenizou a queda do lucro líquido foi a entrada de uma “participação de não controladores”, vinda da Sergipe Administradora de Cartões e Serviços Ltda., na qual o banco possui 5% de participação. Sem isso, segundo o Dieese, o resultado do banco teria apresentado queda de mais de 44,4%.

O total de ativos (em R$ 3,5 bilhões) e o patrimônio líquido (de R$ 279,5 milhões) apresentaram crescimento de 18,5% e 8,4%, respectivamente. A carteira de crédito total atingiu um montante de R$ 1,6 bilhão, com crescimento de 1,1% em doze meses. A carteira de crédito comercial teve queda de 1,8% em relação a 2012 e representou 77% do total da carteira, totalizando R$ 1,2 bilhão. A carteira de desenvolvimento, que representa 23% do total, teve um crescimento de 13% em um ano, chegando a R$ 358 milhões.

Em relação à carteira comercial, no segmento de pessoa física, que está concentrada nos servidores públicos com recebimento nesse banco, houve crescimento de 4,3% em um ano, passando de R$ 917 milhões para R$ 956 milhões. Já no crédito à pessoa jurídica ocorreu uma queda de 18,6% em relação a 2012, caindo de R$ 334 milhões para R$ 272 milhões.

O banco manteve sua estrutura durante o ano de 2013, com 1.132 empregados e 61 agências.

Veja aqui quadro comparativo do balanço realizado pelo Dieese.

Fonte: Contraf-CUT