Os funcionários da agência Osório de Paiva, do Banco do Brasil, em Fortaleza, paralisaram as atividades da unidade durante uma hora nesta segunda-feira, dia 10, retardando a abertura da unidade, em protesto pela falta de condições de trabalho.

Tanto bancários como clientes reclamam do calor insuportável na dependência pela falta de ar condicionado. Segundo denúncias recebidas pelo Sindicato dos Bancários do Ceará, está praticamente impossível trabalhar há cerca de um mês.

Para resolver o problema, o Sindicato entrou em contato com o setor de Engenharia do banco, que ficou de resolver a situação imediatamente. “Se o problema não for solucionado, iremos fechar essa agência por tempo indeterminado, até que o ar condicionado volte ao normal e as condições de trabalho sejam restabelecidas”, afirmou Bosco Mota, diretor do Sindicato.

Os funcionários, juntamente com o Sindicato, resolveram paralisar a agência, já que o banco não toma nenhuma atitude. Os trabalhadores denunciam que as condições de trabalho são insalubres e isso é falta de respeito. Exigem que o banco resolva essa situação urgentemente em respeito à saúde de todos. Os próprios funcionários explicaram aos clientes o motivo da paralisação.

Mais problemas

Além da falta de ar condicionado, na agência existem oito caixas eletrônicos dos quais apenas três funcionam. Esse problema atinge principalmente os clientes, que reclamam da falta de respeito do banco.

Na presença dos diretores do Sindicato, muitos reclamaram que não era a primeira vez que vinham à agência, que sempre está lotada e sem ar condicionado.

BB desrespeita NR-17

O Banco do Brasil desrespeita a Norma Regulamentadora 17, do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), que visa estabelecer parâmetros que permitam a adaptação das condições de trabalho às características psicofisiológicas dos trabalhadores, de modo a proporcionar um máximo de conforto, segurança e desempenho eficiente.

No item 17.5, existem as seguintes exigências: índice de temperatura efetiva entre 20ºC e 23ºC e umidade relativa do ar não inferior a 40%.

O Sindicato vai denunciar o caso à Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE) e exigir o cumprimento da NR-17.

Fonte: Seeb Ceará