Crédito: Pepe – Contraf-CUT
Pepe - Contraf-CUT

Philip Jennings se reuniu com dirigentes sindicais na sede da Contraf-CUT

A Contraf-CUT recebeu nesta quinta-feira (20) a visita do secretário-geral da UNI Sindicato Mundial, Philip Jennings, em São Paulo. Ele veio ao Brasil para assinar na manhã desta sexta (21) o primeiro acordo marco global com o Itaú, uma importante conquista para os bancários das Américas, além de manter contatos com entidades sindicais filiadas.

Jennings estava acompanhado pelo chefe mundial da UNI Finanças, Márcio Monzane, pela secretária regional da UNI Américas, Adriana Rosenzvaig, e pelo diretor regional da UNI Américas Finanças, André Rodrigues. Eles foram recepcionados pelo presidente da Contraf-CUT e da UNI Américas Finanças, Carlos Cordeiro.

Pela Contraf-CUT, também estiveram presentes o vice-presidente Carlos Souza, a secretária-geral Ivone Silva, o secretário de Relações Internacionais Mário Raia, o secretário de Imprensa Ademir Wiederkehr e a secretária de Políticas Sociais Andrea Vasconcellos, além de assessores.

Momento de celebração

“Estamos muito contentes com a vinda do Jennings, do Márcio, da Adriana e do André aqui na Contraf-CUT. Estamos com muitas atividades sindicais no Brasil e vivemos neste ano um momento político importante, com as eleições para presidente e para renovação do parlamento”, destacou Cordeiro. “Agradecemos especialmente o empenho do André para concretizar o acordo com o Itaú e elogiamos o trabalho do Márcio à frente da UNI Finanças”.

O dirigente mundial da UNI destacou a conquista do novo instrumento coletivo com Itaú. “É um momento de celebração, pois ele é importante para o trabalhador. Agradeço o esforço da Contraf pela assinatura do acordo”, salientou Jennings. Ele também ressaltou que “no Brasil os sindicatos do ramo financeiro são muito ativos”.

O presidente da Contraf-CUT salientou também as mudanças ocorridas na UNI Américas, cuja sede mudou há três anos da Cidade do Panamá para Montevidéu. “Além disso, fortalecemos as redes sindicais dos bancos internacionais, que agora também negociam com os bancos e, assim, conquistamos primeiro o acordo marco com o Banco do Brasil e agora com o segundo com o Itaú”, enfatizou Cordeiro. “Estamos contentes em poder contribuir com a UNI, como sempre fizemos”, frisou.

Próximos congressos

Durante o diálogo com os dirigentes da Contraf-CUT, Jennings falou também sobre os preparativos para o próximo congresso mundial da UNI, que ocorrerá na Cidade do Cabo, na África do Sul, em dezembro deste ano. “A voz do Brasil deve ser ouvida no congresso”, projetou. 

O secretário-geral da UNI anunciou que já convidou o ex-presidente Lula para participar do congresso e está acertando os detalhes. 

Jennings disse ainda que “o congresso seguinte será realizado nas Américas, em local ainda a ser definido, em 2022”, antecipou.

Cordeiro aproveitou ainda para convidar Jennings a participar do 4º Congresso da Contraf-CUT, a ser realizado em 2015, para falar sobre o trabalho da UNI na organização dos trabalhadores em todo mundo.

O que é a UNI

A UNI Global Union (em inglês), com sede em Nyon, na Suíça, representa mais de 20 milhões de trabalhadores de mais de 900 sindicatos de setor de serviços, como o sistema financeiro, em todo mundo. i

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O objetivo é impulsionar a organização, como está acontecendo com a luta pela fundação de um sindicato de bancários nos Estados Unidos, e garantir emprego decente e proteção ao direitos de dos trabalhadores, incluindo o direito de sindicalização e negociação coletiva.

Já foram assinados 48 acordos globais com empresas multinacionais que estabelecem normas e melhores condições de trabalho para mais de 10 milhões de trabalhadores no mundo inteiro.

Filiada à UNI, a Contraf-CUT também participa da estratégia de “romper barreiras”, buscando garantir justiça e igualdade para trabalhadores e trabalhadoras.


Fonte: Contraf-CUT