Crédito: Seeb Alagoas
Seeb Alagoas Em nova mobilização contra as demissões, o assédio moral, o fechamento de agências e as más condições de trabalho no Santander, os bancários paralisaram nesta quarta-feira (26), por 24 horas, as unidades do banco no Farol ,na Universidade Federal de Alagoas (Tabuleiro) e na cidade de Arapiraca. O objetivo do protesto foi denunciar à população e à sociedade alagoana a política diabólica do banco de cortar custos para elevar o lucro, sem levar em conta direitos trabalhistas e as necessidades dos clientes, usuários e funcionários.

Como se não bastassem as demissões ocorridas nos últimos anos, que reduziu o quadro de pessoal e aumentou a sobrecarga de trabalho, o Santander agora está encolhendo a rede de atendimento. No caso de Maceió, foi anunciado o fechamento da agência Farol, que emprega vários bancários e presta um importante serviço aos clientes.

O Sindicato dos Bancários de Alagoas, que não concorda com a desativação da unidade, acompanha o processo de perto, e não irá aceitar que bancários percam seus empregos em virtude da medida do banco.

“É inadmissível que uma instituição financeira como o Santander, que lucrou R$ 5,7 bilhões no ano passado, seja tão indigesta para seus trabalhadores e o povo brasileiro. O banco espanhol é, seguidas vezes, campeão de reclamações no Banco Central, foi condenado diversas vezes pela Justiça por assédio moral aos funcionários (tendo de indenizá-los por dano coletivo), lidera o ranking de demissões no sistema financeiro, é multado frequentemente pela Policia Federal por descumprir normas de segurança bancária e possui um dos piores atendimentos ao público dentro do seu segmento”, afirmou Jairo França, presidente do Sindicato.

A agência do Santander de Arapiraca também teve suas atividades paralisadas. Uma das principais reclamações está relacionada ao atual quadro de funcionários que, segundo o diretor do Sindicato, Ismael Monteiro, é pouco para atender o grande número de clientes. “Funcionários foram demitidos, mas as vagas não foram preenchidas e, com isso, os clientes reclamam da demora”, disse.

Ainda de acordo com o Ismael, os bancários da agência de Arapiraca são constantemente ameaçados por clientes que, na maioria das vezes, não entendem que a demora no atendimento não é culpa dos bancários e sim dos banqueiros que não contratam novos profissionais.

Protestos e paralisações no Santander se repetem em vários estados. Em Alagoas, outras manifestações também estão sendo planejadas para este ano além da paralisação realizada nesta quarta-feira.

“Não vamos parar até que o banco espanhol respeite o Brasil e os brasileiros. Na agência que houver assédio moral, meta abusiva, sobrecarga de trabalho e qualquer outro desrespeito aos trabalhadores e aos usuários, também vamos paralisá-la”, avisa Jairo França.

Fonte: Seeb Alagoas