Em reunião ocorrida entre o Ministério Público do Trabalho (MPT), Sindicato dos Bancários de Belo Horizonte e Região e o Mercantil do Brasil, no dia 26 de março, na capital mineira, foi discutida a ação judicial nº 00052.2004.03.000/1, com base na lei estadual nº 12.971, de 27/07/1998, que prevê a instalação de dispositivos de segurança nas agências e nos postos de serviços das instituições bancárias e financeiras. A ação transitou em julgado, com a condenação do banco, que agora propõe um acordo junto ao MPT.

O Sindicato, através dos diretores Marco Aurélio e Vanderci Antônio e da assessoria jurídica, presentes à reunião, denunciou a insegurança dos bancários do Mercantil do Brasil no abastecimento de numerário dos terminais de autoatendimento (ATMs), que são realizados pela parte da frente do equipamento, expondo clientes e trabalhadores ao risco iminente de assaltos ou sequestros. 

Os dirigentes sindicais exigiram do banco a troca destes equipamentos, mesmo que de forma gradual, por outros com abastecimento pela parte de trás, mantendo o sigilo dos funcionários responsáveis pela operacionalidade das máquinas. 

Também foi exigido que o Mercantil do Brasil apresente um cronograma para implementação das mudanças propostas para as futuras e atuais agências do banco.

Para o funcionário do banco e diretor do Sindicato, Marco Aurélio Alves, a segurança nas agências e postos de serviço é, principalmente, um dever dos bancos que não devem medir esforços para alcançá-lo.

“O abastecimento dos terminais de auto atendimento, como é feita hoje, é um risco para os trabalhadores do Mercantil do Brasil, responsáveis pelo manuseio do equipamento, para clientes e usuários. Por isso, exigimos do banco a troca, mesmo de forma gradual, das máquinas com alimentação pela parte frontal por equipamento com alimentação de numerário pela parte traseira e também estudos para diminuição de risco nestas operações”, afirmou.

Já o funcionário do banco e diretor do Sindicato, Vanderci Antônio da Silva, destacou que o Sindicato já havia solicitado ao Mercantil a resolução do problema. “O banco, no entanto, alegou que está dentro da legalidade, pois não há legislação específica sobre o reabastecimento nos terminais eletrônicos. O que nós queremos reafirmar é que, mesmo não havendo uma legislação específica, a preservação da integridade física e mental dos trabalhadores deve estar acima de qualquer lucro”, ressaltou.

Nova reunião entre o Sindicato, o MPT e Mercantil do Brasil está agendada para o próximo dia 29 de abril para dar continuidade à discussão do assunto.


Fonte: Contraf-CUT com Seeb BH