quarta-feira, agosto 21, 2019
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Sindicato cobra do Superintendente do BB soluções para assédio moral, falta de funcionários e caos nas agências da Paraíba

Na primeira reunião realizada com o novo Superintendente do Banco do Brasil na Paraíba nesta terça-feira (19), no Sindicato dos Bancários da Paraíba, os diretores da entidade apresentaram uma pauta cobrando da Superintendência providências acerca do caos que vêm tomando conta das agências com os processos de reestruturação, aposentadorias incentivadas (PDVs) e a falta de funcionários. A precarização dos serviços e a falta de infraestrutura das agências também estiveram na pauta. Participaram da atividade o superintendente  Antonio Carlos Servo e o gerente geral da agência setor público, Edilberto Jose de Sousa Passos.

O presidente do Sindicato Marcelo Alves e os diretores Magali Pontes, Francisco de Assis, Paulo Henrique e Jurandi Pereira expuseram a gravidade do cenário das diversas agências espalhadas pelo interior do Estado que sofreram ataques nos últimos meses. A situação nessas agências é de caos, pontuou um dos diretores: “O que a gente tem visto, nas visitas às agências de cidades do interior e também da capital é preocupante, as unidades estão funcionando sem a mínima estrutura e os bancários estão sendo cobrados por metas e pressões cada vez maiores, além da violência verbal muitas vezes sofridas por parte de clientes insatisfeitos.”

Em contrapartida, o Super-PB destacou que está fazendo um mapeamento das condições de funcionamento das agências em todo o estado e lembrou que já registraram cerca de 20 agências com sinistros, ressaltando que todas as providências para tentar solucionar a questão –  seja com reativação das unidades ou com outras possibilidades – estão sendo estudadas pelo banco.

O Sindicato também relatou a pressão e o assédio que a categoria tem sido vítima, após a reestruturação que enxugou os quadros e impôs aos trabalhadores o acúmulo de trabalho, muito estresse e adoecimentos. Foi colocado como exemplo, um dos casos mais graves que é o da agência da Praça 1817 com a recente fusão da agência 4020, em que se agravou ainda mais as condições de precarização do atendimento, do assédio moral e pressão. Os diretores cobraram atenção para o caso, “os bancários estão se matando para trabalhar nessas agências. Por um lado, você tem a precarização com a falta de funcionários e por outro você tem o reflexo disso na sobrecarga de trabalho e na saúde dos trabalhadores, no momento de fragilização e ataques à CASSI”, disse a diretora Magali Pontes.

Na sequência, foi debatido o processo para alteração do estatuto da Caixa Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil (CASSI). Os diretores levantaram a preocupação com os métodos assediadores utilizados a nível nacional e local levados a cabo pelo banco nesta campanha, que ao invés de esclarecer os bancários espalham a política do medo e confunde a categoria. “O momento é de total atenção por parte da categoria, que deve tomar para si o futuro da CASSI, que é patrimônio dos trabalhadores, e que corre sério risco, pois alterar o estatuto da CASSI nos moldes que está sendo proposto é dar carta branca para o desmonte e inviabilização do plano. No pleito que se aproxima, reforçamos aos bancários e as bancárias a importância de votar NÃO, no processo de mudança imposto de forma unilateral pelo Banco/CASSI, para forçar a reabertura do processo de negociação com a categoria, que é a dona do plano”, explicou Magali.

Outra pauta destacada foi a questão da segurança, o Sindicato cobrou medidas para que seja amenizada a violência que se espalha contra as agências bancárias. “Os bancos têm tecnologia e não querem investir nas diversas formas simples de sanar o caso da sinistralidade alta, com terminais recicladores, tingimento das notas e por aí vai. Ou seja, soluções não faltam para que essa questão seja trabalhada. Com o fechamento das agências todos sofrem e a economia do município é tragicamente afetada”, destacou o presidente, Marcelo Alves.

Sobre as demandas cobradas pelo sindicato, o Superintendente destacou que está sendo feito um levantamento das agências em estado mais crítico, inclusive aquelas com dificuldades de suprimento de quadros. “Está sendo montado um banco de dados para levantar as prioridades a serem tratadas, já para os próximos dias”, disse Tonynho.

“O Sindicato avaliou como positiva a reunião e estará atento e cobrando o que foi tratado em todo o exposto. Todo o processo de reestruturação trouxe um quadro agravante, que reduziu o quadro funcional, culminando com a precarização do atendimento e das condições de trabalho. É contra esse cenário caótico, que a diretoria do Sindicato saiu em defesa da categoria e cobrando solução para a situação”, concluiu Marcelo Alves, presidente do Sindicato dos Bancários da Paraíba.

Fonte: Seeb Paraíba