sexta-feira, dezembro 14, 2018
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Bancos lucram mais de R$65 bilhões no primeiro semestre e demitem 1574 bancários em 2018

Os bancos, um dos setores mais lucrativos da economia brasileira, cortaram 1.574 postos de trabalho entre janeiro e outubro deste ano. Juntos, os cinco maiores bancos Itaú, Bradesco, Santander, Banco do Brasil e Caixa lucraram R$ 65 bilhões somente até agosto desse ano. E esse resultado é 20,4% maior do que o apresentado no mesmo período de 2017. Eles lucram alto e cada vez mais e no mesmo ritmo extinguem vagas. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho.

Os bancos múltiplos com carteira comercial (categoria na qual estão incluídos BB, Itaú, Bradesco e Santander) tiveram saldo positivo de empregos em outubro, com a criação de 168 vagas. No entanto, o saldo de janeiro a outubro é negativo, com a extinção de 702 postos de trabalho.

Já a Caixa, que ocupa sozinha a categoria caixas econômicas do Caged, teve saldo negativo em outubro (- 14 empregos) e negativo também no acumulado do ano (janeiro a outubro): já cortou 1.035 postos de trabalho. O que deve se agravar ainda mais com o novo PDE (Programa de Desligamento de Empregado) aberto pelo banco público, cujo objetivo é dispensar mais 1.626 empregados. Os empregados tinham até 30 de novembro para se apresentar, mas o banco ainda não divulgou quantos sairão.

“A redução do número de empregados na Caixa prejudica os trabalhadores na medida em que sobrecarrega ainda mais os bancários e prejudica também a população, que usufrui do papel social do banco, como financiamento da casa própria e programas sociais”, destaca o diretor do Sindicato e coordenador da Comissão Executiva dos Empregados da Caixa (CEE/Caixa), Dionísio Reis.

Os cinco maiores bancos que atuam no país são responsáveis por 90% dos empregos bancários.

Rotatividade

Entre janeiro e outubro, os bancos admitiram 24.881 trabalhadores e desligaram 26.455. Essa rotatividade também diminui os gastos com mão de obra, uma vez que os admitidos entram ganhando bem menos que os que saíram. Em média, o salário de quem entrou é 66% da remuneração de quem saiu, segundo o Caged.