terça-feira, junho 18, 2019
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Paraíba perderá R$ 144 milhões por mês se reforma da Previdência for aprovada

O levantamento, realizado em 139 municípios paraibanos, apontou que o prejuízo mensal aos cofres públicos ultrapassarão R$ 144 milhões de reais. Os cálculos foram confrontados com os valores recebidos pela previdenciária do último mês de março e é feito com base na economia que o governo pretende obter – O estado da Paraíba pode perder mensalmente mais de R$ 144 milhões se a reforma da Previdência for aprovada. A pesquisa levou em consideração a economia de 25%, anunciada pelo presidente Jair Bolsonaro, que se dará por meio de cortes nos benefícios previdenciários. O levantamento, realizado em 139 municípios paraibanos, apontou que o prejuízo mensal aos cofres públicos ultrapassarão R$ 144 milhões de reais.

Segundo o relatório, os municípios brasileiros têm receitas de Previdência superiores às receitas do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) e com a aprovação da PEC 06/2019 os municípios teriam prejuízos, já que a aposentadoria dos cidadãos é responsável diretamente pela circulação de bens no comércio e outros setores.

Dentre as cidade que mais perderá está Campina Grande, onde o montante recebido pelos beneficiários da previdência chegam a R$ 90 milhões de reais por mês. O estudo revelou que a cidade perderá R$ 22 milhões de reais por mês, uma vez que recebe R$ 6 milhões de reais mensais do FPM. ou seja, só com as perdas decorrentes dos cortes nos benefícios previdenciários, perderá, mensalmente, o equivalente a quatro receitas do FPM.

O estudo foi apresentado pelo vice-líder das oposições, deputado federal Gervásio Maia, (PSB-PB), durante a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara sobre as perdas dos municípios paraibanos caso a Reforma da Previdência seja aprovada. “Se essa reforma for aprovada se estabelecerá um tempo de miséria no Brasil”, alertou destacando que, a aposentadoria faz parte da seguridade social, direito garantido na Constituição, “desde que a seguridade foi colocada na Constituição, as pessoas começaram a ter direitos que antes eram impossíveis. Obtivemos desde então uma evolução muito forte na economia e no desenvolvimento dos município”.

Ascom