sexta-feira, novembro 22, 2019
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Comissão retoma debate da promoção por mérito 2019 com a Caixa

A comissão paritária, composta por representantes dos empregados e da direção da Caixa Econômica Federal, se reuniu na última segunda-feira (14), em Brasília, para retomar o debate sobre os critérios da promoção por mérito 2019 – Os representantes dos trabalhadores apresentaram uma proposta de sistemática para concessão dos deltas, que prevê pontuação final de até 70 pontos, sendo 50 pontos compostos por critérios objetivos e 20 pontos por critérios subjetivos. Ao alcançar 40 pontos, o empregado já teria direito ao delta. O modelo sugerido é similar ao que foi aplicado em 2015.

Os representantes da Caixa se comprometeram a levar a proposta para a direção do banco, trazendo uma resposta na reunião com a Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa), marcada para a próxima terça-feira (22). “Consideramos a proposta construída dentro da comissão paritária um avanço, pois possibilita a conquista do primeiro delta somente com critérios objetivos”, avalia João Paulo Pierozan, dirigente do Sindicato dos Bancários e Financiários de Curitiba e Região, que preside a comissão.
Carreira

Em 1996, os empregados da Caixa deixaram de ter a promoção por merecimento, forma de progressão no plano de cargos e salários (PCS), e a promoção por antiguidade, que era aplicada a cada dois anos completados do contrato de trabalho. A situação agravou-se após 1998, quando os novos contratados passaram a ser enquadrados em um novo PCS que, na carreira administrativa, possuía apenas 15 referências, com piso e teto que, atualizados pelos índices de reajuste alcançados, são atualmente de R$ 2.949 e R$ 3.788 respectivamente.

Assim, a última referência do PCS, que seria alcançada pelo empregado somente após 30 anos de trabalho, considerando as promoções por antiguidade a cada dois anos, era apenas R$ 839 maior que a referência de ingresso. Em 2008, os empregados conquistaram a unificação dos PCSs, ampliando o teto e restabelecendo também as promoções por merecimento e antiguidade. O novo PCS, atualmente em vigência, passou a contar então com 48 referências, sendo a inicial (201) de R$ 2.955 e a última (248) de R$ 8.633, diferença de R$ 5.678. Considerando a concessão de um delta a cada ano, por mérito, e de um delta, por antiguidade, a cada dois anos, o empregado pode alcançar o topo do novo PCS após 32 anos trabalhados na Caixa.