sexta-feira, abril 10, 2020
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Comando Nacional dos Bancários faz videoconferência com Fenaban e formata proposta que está sendo analisada pelos banqueiros

Nesta segunda-feira (23), o Comando Nacional dos Bancários e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) se reuniram por videoconferência para tratar sobre as atividades da categoria nos estabelecimentos bancários e as medidas a serem tomadas para proteger bancários e clientes durante a pandemia do Coronavírus (COVID-19).

Após as discussões, em que ficou evidente à exposição de bancários, clientes e usuários de serviços bancários em agências superlotadas, devido à falta de uma atuação efetiva do governo federal, através de medidas eficazes para evitar aglomerações, foi formatada a proposta abaixo, que os representantes da Fenaban vão analisar e dar uma resposta nesta terça-feira.

Para Lindonjhonson Almeida, presidente do Sindicato dos Bancários da Paraíba que participou da vídeoconferência, a parte da representação da categoria foi feita. “Naturalmente, que sabíamos que a Fenaban não responderia de imediato às nossas reivindicações, mas foi salutar discutir os problemas e nossas angústias, mostrando para os banqueiros que estamos atentos e dispostos a lutar pela nossa vida e a vida dos nossos clientes”, arrematou.

Durante a conferência, a presidente da Contraf-CUT e Coordenadora do Comando Nacional, Juvandia Moreira, rebateu os argumentos de Adauto (um dos representantes da Fenaban), que:  chamou de insensíveis e egoístas os dirigentes e a categoria por não permitir a abertura das agências (como se fosse real a preocupação dos bancos com os mais pobres/aposentados); ameaçou descontar os dias daqueles que não estão comparecendo e não foram dispensados pelos bancos; se negou a discutir a prorrogação dos acordos e a suspensão das metas; e ainda questionou a autoridade constitucional dos governos estaduais e municipais para legislar sobre o avanço do contágio da COVID-19.

“Temos que brigar para garantir que somente se determine a continuidade dos serviços bancários essenciais, para tanto reduzindo a convocação de trabalhadores às atividades definidas como tais. E isso não é ser egoísta, mas ser responsável pela vida dos nossos companheiros e companheiras que mesmo antes da pandemia já vêm se matando de trabalhar para aumentar os lucros dos bancos. E, se o presidente da república não tomou a atitude correta e tempestiva para proteger a população, os estados e municípios foram legítimos em suas posições de proteção a todos. Nós já conhecemos de longas datas a mesquinhez e a arrogância dos banqueiros; mas para aqueles que ainda duvidavam do caráter deles. hoje a máscara caiu de vez e deram uma aula magna de desprezo à vida humana”, concluiu Juvandia Moreira.

Propostas encaminhadas à Fenaban

  1. Fechamento das agências bancárias e demais unidades;
  2. Fechar agências das agências em hospitais e aeroportos, devido ao risco;
  3. Suspensão das metas;
  4. Manter atendimento não presencial das atividades consideradas essenciais pelo decreto 10.282/2020; que estabelece em seu artigo 3º § 1º inciso XX que são atividades essenciais no setor financeiro: “compensação bancária, redes de cartões de crédito e débito, caixas bancários eletrônicos e outros serviços não presenciais de instituições financeiras”.
  5. Agendamento para casos de atendimento presencial em caso de extrema necessidade;
  6. Redução da jornada para os que tiverem que ir ao local de trabalho;
  7. Garantia de deslocamento seguro para os que tiverem que fazer o atendimento não presencial de alimentação e processamento do autoatendimento;
  8. Suspensão das demissões;
  9. Home office para todos os bancários e bancárias, com exceção de quem terá que ir às agências para dar suporte ao funcionamento dos caixas eletrônicos. Devendo haver escala de revezamento. Não podendo ser incluído no mesmo os funcionários que estão nos grupos de risco; que não tem com quem deixar os filhos menores e àqueles que convivam com pessoas enquadradas no grupo de risco, exemplo dos pais idosos;
  10. Garantia da ultratividade dos Acordos e Convenções Coletivas até 31/01/2021;
  11. A MP 927 não será adotada sem negociação coletiva com o Comando;
  12. Suspensão dos descomissionamentos;
  13. Antecipação do Vale Alimentação;
  14. Que os bancos façam campanha na mídia orientando os clientes sobre o uso dos meios digitais; caixas eletrônicos e os riscos da contaminação do CORONAVÍRUS;
  15. Disponibilizar máscara, luvas e álcoolgel para os que irão realizar essas atividades essenciais;
  16. Suspensão dos vencimentos dos boletos por sessenta dias;
  17. Isenção de tarifas (clientes com renda até dois salários mínimos) de três transferências eletrônicas mês (TED E DOC) para diminuir a contaminação pelo uso de cédulas.

Fonte: Seeb – PB, com Comando Nacional dos Bancários