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Crédito: Seeb Rio de Janeiro
Bancários de Brasília tomaram as ruas e protestaram contra o racismo
"Foi uma atividade muito produtiva e os sindicatos estão de parabéns pelas mobilizações", destaca Deise Recoaro, secretária de Políticas Sociais da Contraf-CUT. "Nosso objetivo era trazer para a pauta dos bancários o significado da abolição da escravatura num cenário em que negros e negras ainda sofrem discriminações muito grandes em toda a sociedade, inclusive no sistema financeiro", aponta.
Retrato da discriminação
Pesquisas feitas nos últimos anos pelo movimento sindical e pela Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) comprovam que os bancos discriminam negros, negras e pessoas com deficiência, tanto no acesso ao emprego quanto na remuneração e na ascensão profissional.
Segundo dados do Mapa da Diversidade, feito em 2009, as pessoas negras correspondem a 35,7% da População Economicamente Ativa do país. No entanto, no setor financeiro, negros e negras ocupam apenas 19% das vagas. Além disso, os negros recebem salários menores do que os brancos dentro dos bancos. Enquanto um branco recebia em média R$ 3.411 em 2009, o negro recebia um salário médio de R$ 2.870.
Veja mais sobre algumas manifestações de 13 de maio:
> Bancários do Rio protestam contra baixa contratação de negros nos bancos
> Bancários saem às ruas de Brasília contra discriminação nos bancos
> Bancários e CUT-RS protestam contra discriminação em Porto Alegre
> Bancários de Cuiabá cobram mais contratações de negros e negras nos bancos
> Bancários do Acre protestam contra a discriminação racial nos bancos
> Bancários do ABC realizam ato contra discriminação racial nos bancos
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Fonte: Contraf-CUT