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A demissão representa o ápice de uma batalha cruel pelo liderança do Grameen Bank, que colocou Yunus – um vencedor do prêmio Nobel da Paz, que vinha sendo apoiado pelos funcionários e tomadores de empréstimos do Grameen – contra o governo do xeque Hasina Wajed, primeiro-ministro de Bangladesh.
Entretanto, Yunus deverá manter uma influência considerável sobre a instituição. O vencedor do Nobel alertou na semana retrasada para a ameaça das "influências políticas" sobre a respeitada instituição de microempréstimos e sugeriu que continuará alerta em seus esforços para salvaguardar a independência e autonomia do Grameen.
A saída de Yunus também levanta dúvidas sobre o futuro de uma dezena de empreendimentos, que não são controlados pelo banco, mas são associados a ele.
Esses projetos incluem a Grameen Telecom, que controla uma participação de US$ 1,2 bilhão na Grameenphone, a maior operadora de telefonia móvel de Bangladesh, uma joint venture com a Telenor da Noruega; a Grameen Danone, que produz iogurtes em parceria com a Danone da França; e a Grameen Shakti, que vende sistemas de iluminação que funcionam à base de energia solar.
Fonte: Financial Times / Amy Kazmin