Sindicato empossou delegadas e delegados sindicais do BB, BNB, BRB e Caixa nesta sexta-feira, 10

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No Encontro realizado pelo Sindicato dos Bancário da Paraíba, nesta sexta-feira (10), foram empossados os Delegados e Delegadas Sindicais do Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Banco do Nordeste do Brasil e Banco Regional de Brasília. A programação começou com o café da manhã, seguido da Análise de Conjuntura do Prof. Roberto Véras, Perspectivas do Futuro da Categoria Bancária com Lucius Fabiani e Armindo Júnior e o Papel e a Importância do Delegado Sindical com Magali Pontes, que coordenou os trabalhos.

Magali deu as boas-vindas às delegadas e aos delegados e formou a mesa com a secretária geral Silvana Ramalho, o sindicalista e vereador Marcos Henriques (PT-PB), o presidente da CUT-PB Tião Santos e o presidente da Apcef-João Pessoa Roncálio Vieira.

Após as considerações iniciais dos componentes da mesa, todos os participantes do evento se apresentaram e foi desfeita a primeira mesa. Na sequência, Magali convocou o Prof. Roberto Véras, da UFPB, para compor a segunda mesa e fazer a análise e conjuntura.

Seguindo sua apresentação de slides, intitulada “Desafios contemporâneos do Trabalho, vistos a partir do Brasil: para uma agenda de pesquisa”, o professor discorreu sobre o contexto da crise contemporânea multifacetada – econômica, social, política, cultural e ambiental – que reconfigura o trabalho.

De forma didática, seguiu analisando as repercussões no mundo do trabalho, com perda de visibilidade política, queda do emprego de qualidade e proteção etc. E falou sobre oito temas que desafiam os trabalhadores e a agenda sindical, distribuídos em eixos: 1 – Modelo de desenvolvimento e distribuição de renda; 2 – Resiliência das desigualdades sociais; 3 – Transformações demográficas e inserção laboral; 4 – Flexibilização e desconstrução de direitos; 5 – Inovações organizacionais/tecnológicas e mercado de trabalho; 6 – Crise ambiental, transição energética e trabalho; 7 – Fragilidades das lutas por direitos; e 8 – Inconsistências das política de inclusão e equidade.

“Ao longo dos anos, a história nos mostra que os detentores do capital sempre levaram vantagem sobre a classe trabalhadora; antes, favorecidos pelos meios de produção e hoje pelo próprio capital e pelo controle das novas tecnologias e dos meios de comunicação, principalmente através das plataformas digitais. A direita, que antes não mostrava sua cara, hoje se assume como tal e tem maioria no Congresso Nacional. E nessa correção de forças desiguais, onde a luta de classes está muito clara e acirrada, cabe mais uma vez ao movimento sindical, aos movimentos sociais e aos partidos progressistas a missão de reverter a situação ou pelo menos amenizar o impacto sobre a classe trabalhadora. E os bancários sempre estiveram na vanguarda dessa luta, com seus sindicatos, federações e confederação”, assim entendemos o recado do professor Roberto Véras.

O secretário de cultura Lucius Fabiani e o secretário de novas tecnologias Armindo Júnior ressaltaram os impactos da apropriação da Inteligência Artificial (IA) pelos grandes conglomerados sobre a classe trabalhadora e as perspectivas sobre o futuro da categoria bancária. “A nossa categoria profissional desde muito vem perdendo postos de trabalho com o avanço das novas tecnologias e agora, com a utilização da chamada IA, está ainda mais ameaçada. Mas, temos uma ressalva a fazer, pois não aceitamos esse avanço tecnológico embasado nos algoritmos como “inteligência”, uma vez que não se reinventa e se alimenta de dados que produzimos diariamente e que são utilizados para acelerar processos e serviços bancários em detrimento dos nossos empregos cada dia mais ameaçados.  Cabe a nós, enquanto dirigentes sindicais, e aos delegados de base, nos prepararmos cada dia mais para mobilizarmos a categoria em defesa dos nossos direitos, postos de trabalho, qualidade e vida  e a saúde, além de alertarmos a sociedade sobre as armadilhas da extrema direita contra a soberania nacional e a democracia. Vamos assumir e enfrentar essa luta de classes, como fizemos recentemente ao derrubarmos a PEC da bandidagem. Afinal, nós somos assumidamente de esquerda e não tememos desafios”, ressaltaram.

A coordenadora do evento, Magali Pontes, compôs a mesa com Mônica Pereira para discorrer sobre o papel e a importância do Delegado e da Delegada Sindical. Ressaltou os materiais constantes da pasta do evento, citou os deveres e direitos de delegados e delegadas sindicais, reforçou a missão de eles e elas representarem o Sindicato nos locais de trabalho e de representarem a base nos eventos da Entidade.

 

“Estamos atravessando um momento histórico muito delicado para a classe trabalhadora ante os ataques patronais com o fechamento de agências e postos de atendimento bancários, além das demissões, que precarizam o atendimento à sociedade em geral, vítima dos ataques à soberania nacional e à democracia.  Há poucos dias, depois de uma campanha massiva que fizemos através do plebiscito popular, o povo conquistou a aprovação por unanimidade da isenção do imposto de renda para recebe até cinco mil reais e a tributação sobre as grandes fortunas. Organizados pelos movimentos sindicais e sociais barramos e conseguimos o arquivamento da PEC da Bandidagem. Então, companheiras e companheiros, nos preparemos para a campanha nacional de 2026, ano atípico de eleições gerais e copa do mundo. Apesar de apreensivos, estamos tranquilos pois contamos com essa força que vem da base que vocês representam”, concluiu Magali Pontes.

Após cada palestra aconteceram os debates, com participação ativa de dirigentes e delegados sindicais.  E o evento foi encerrado com um almoço de confraternização.

Veja as fotos do evento aqui!

ois/.

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