Banco Central determina a liquidação extrajudicial do Banco Master

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O Banco Central decidiu nesta terça-feira (18) colocar o Banco Master sob administração especial temporária por 120 dias e decretar a liquidação extrajudicial do conglomerado.

No ofício assinado pelo presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, a liquidação do Banco Master acontece “em razão do comprometimento da situação econômico-financeira da instituição, com deterioração da situação de liquidez, bem como por infringência às normas que disciplinam a atividade bancária e inobservância das determinações do Banco Central do Brasil”.

Na noite desta segunda-feira (17), a Polícia Federal também prendeu Daniel Vorcaro em Guarulhos, durante a Operação Compliance Zero. Seis dos sete mandados de prisão foram cumpridos, incluindo o de Vorcaro, além de 25 de busca e apreensão nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Bahia e no Distrito Federal.

Após a prisão, ele foi levado para a Superintendência da PF em São Paulo.

O objetivo da operação é combater a emissão de títulos de crédito falsos por instituições financeiras do Sistema Financeiro Nacional, como os CDBs.

A EFB Regimes Especiais de Empresas foi designada para conduzir a administração especial. Com a liquidação, qualquer negociação de compra em curso é automaticamente interrompida.

O presidente do Sindicato dos Bancários da Paraíba, Lindonjhonson Almeida, destacou que a operação de compra de 58% do Banco Master pelo BRB no valor de R$ 2 bilhões foi marcada por fortes suspeitas de irregularidades. “O contexto da operação foi ainda mais obscuro devido a propostas anteriores”, coloca.

A informação de que o Banco Master poderia ser adquirido por um valor simbólico de R$ 1 refere-se a uma oferta não concretizada do BTG Pactual que previa usar o FGC para sanar os problemas da instituição antes de capitalizá-la.

O fato de o BRB querer R$ 2 bilhões por um banco que hoje foi liquidado pelo Banco Central e alvo de uma operação policial, aumentou as suspeitas sobre os reais motivos e a conveniência da aquisição.

Ainda segundo Lindonjhonson Almeida, “a operação, segundo veiculado, desperta uma série de suspeitas, seja por conta das características do Banco Master, seja porque o Banco de Brasília (BRB) se trata de entidade estatal, sujeita, portanto, a uma série de controles públicos”.

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