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Se o ano terminasse em julho, a economia teria crescido 4,52% nos últimos 12 meses.
REVISÃO
A presidente Dilma Rousseff confirmou na manhã desta quarta-feira, ao falar com a imprensa, que o governo reavaliou a previsão de crescimento da economia abaixo da projeção oficial de 4,5%. Segundo Dilma, o governo vai "fazer um esforço para chegar a 4%, 4 e pouco".
Reportagem da Folha mostrou recentemente que a equipe econômica estimava um crescimento menor, em torno de 3,7%, por causa das incertezas na economia internacional.
Segundo a presidente, revisões, para cima ou para baixo, "são absolutamente normais". "Nós contamos com o último trimestre para dar um ressurgimento", disse ela, ao comentar o desempenho da economia nos primeiros trimestres do ano e o impacto deles no PIB (Produto Interno Bruto).
Dilma afirmou que o governo está com "quase todos os seus programas em ritmo de cruzeiro" e que os investimentos do governo federal irão diminuir o impacto da crise na economia interna.
Perguntada sobre o perigo do desaquecimento da economia, Dilma disse que "não assusta". "O desaquecimento ou o superaquecimento, seja qualquer um dos dois, nós temos que ficar sempre alertas, porque queremos o Brasil crescendo a taxas que sejam compatíveis para nossa economia, que levem em conta a inflação e a necessidade de criação de emprego".
Ela citou as políticas de redução de impostos como medidas de fortalecimento da renda e de melhoria do consumo. "Nós não temos um quadro de restrição do consumo no Brasil", afirmou, citando ainda o "crédito pujante",ampliado por outras medidas governamentais.
Ao falar da crise internacional, Dilma disse que "é impossível que o Brasil tenha o tipo de crise similar ao que está acontecendo nos EUA e na zona do Euro". "Não temos no Brasil nenhum princípio [como os] que estão regendo as economias desenvolvidas, que é recessão, recessão, recessão. Aqui queremos crescimento, crescimento, crescimento".
E voltou a dizer que o problema da economia mundial não é a falta de recursos, mas "a falta de decisão política para investir".
Fonte: Folha.com