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Vice-presidente da Confederação, Vinicius Assumpção representou os bancários brasileiros no principal fórum da Associação Bancária
O vice-presidente da Contraf-CUT, Vinicius Assumpção, participou do 53º Congresso Nacional Bancário, promovido pela Associação Bancária da Argentina, que teve início na quinta-feira (25) e foi encerrado nesta sexta-feira (26), em Buenos Aires. Representando a Contraf-CUT, o dirigente acompanhou os debates do principal fórum da entidade sindical argentina, que reuniu delegados de todo o país e representantes do movimento sindical internacional para discutir os desafios da categoria diante do atual cenário econômico e político.
Sob o lema “Construir Unidade com Programa”, o congresso debateu temas como a defesa dos direitos trabalhistas, o fortalecimento da organização sindical e as estratégias de enfrentamento às políticas que precarizam o trabalho e enfraquecem a representação dos trabalhadores.
Durante a abertura, o secretário-geral da Associação Bancária, Sergio Palazzo, fez um balanço da conjuntura argentina e criticou as medidas do governo de Javier Milei, destacando a perda de empregos, o avanço das privatizações e os impactos das reformas sobre a classe trabalhadora. A programação também contou com homenagens a bancários vítimas da ditadura militar argentina e com a participação de representantes da UNI Américas e da UNI Global Union.
Para Vinicius Assumpção, a presença da Contraf-CUT no congresso reafirmou os laços históricos de solidariedade entre os bancários brasileiros e argentinos. “Nossa presença no Congresso da La Bancaria, sindicato nacional dos bancários argentinos, foi para reforçar nossos laços de luta e de solidariedade. Enfrentamos desafios comuns, como a precarização do trabalho, as tentativas de desregulamentação da atividade sindical, a defesa do enquadramento da categoria e a preservação dos direitos conquistados pelos trabalhadores”, afirmou.
O dirigente destacou ainda que o momento vivido pelos trabalhadores argentinos guarda semelhanças com o período enfrentado pelos brasileiros durante o governo Bolsonaro. “Os bancários argentinos enfrentam hoje uma realidade muito parecida com a que vivemos no Brasil durante o governo Bolsonaro, quando a reforma trabalhista foi utilizada para retirar direitos e atacar as entidades representativas, numa tentativa de enfraquecer a capacidade de reação da categoria. Nós resistimos, nos organizamos e vencemos. Tenho convicção de que os bancários argentinos, que contam com uma organização nacional forte, também irão resistir e vencer”, completou.
O 53º Congresso Nacional Bancário foi encerrado nesta sexta-feira (26), com a definição das diretrizes políticas e sindicais que orientarão a atuação da Associação Bancária no próximo período.
Fonte: Contraf-CUT





