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Sinfrafi-PB reúne bancárias e bancários do Brejo para debater rumos da campana nacional da categoria
Nesta quarta-feira (14/07), a diretoria do Sindicato dos Bancários da Paraíba visitou agências bancárias de Guarabira e cidades circunvizinhas para convidar bancárias e bancários para uma roda de conversa à noite, no Hotel France, a partir das 19h.
O ex-presidente Marcelo Alves, fez a abertura, convidando bancários/as presentes e os membros da diretoria da Entidade – Lindonjhonson Almeida (Presidente), Carlos Hugo (secretaria do interior), Danielle de Freitas (secretaria da mulher), Paulo César (secretaria de finanças), Robson Luiz (secretaria jurídica), Marco Mélo (secretaria de aposentados), Tiago Macena (presidente do Sindicato dos Bancários de Itabaiana), Késsia Siqueira (secretaria de relações intersindicais), Marcos Henriques (dirigente sindical e vereador/PT-PB) e Yamagutt Olinto (dirigente sindical).
O secretário de assuntos do interior, Carlos Hugo, deu as boas-vindas às bancárias e bancários que vieram prestigiar o evento, destacando que “duas equipes de diretores percorreram todas as unidades bancárias desta microrregião convidando a todas e todos para participarem do encontro, dada a importância da mobilização, unidade e disposição de luta durante a campanha nacional em curso”.
O presidente do Sindicato discorreu sobre o desenrolar da campanha nacional dos bancários 2026 com as primeiras rodadas de negociação e ressaltou os desafios do Comando Nacional dos Bancários nas mesas de negociação ante a frieza da representação dos bancos.
“As primeiras negociações já aconteceram, com pautas específicas que são defendidas pelos componentes do Comando dos Bancários e recebidas com ressalvas pelos representantes dos banqueiros, que contra-argumentam e pedem tempo para apresentá-las aos respectivos bancos e trazerem as respostas e/ou contrapropostas nas próximas negociações. E essa é a velha e manjada estratégia dos bancos, que vão empurrando a negociação com a barriga para o dia 31 de agosto, quando termina a vigência da Convenção Nacional dos Bancários. A reforma trabalhista retirou da CCT a cláusula da ultratividade, que garantia a manutenção de todas as cláusulas até a celebração de um novo acordo. Portanto, precisamos de muita mobilização e disposição de luta das bancárias e bancários para fortalecermos o Comando nas mesas de negociação e arrancarmos na luta um acordo satisfatório para a categoria”, explicou Lindonjhonson Almeida.
A titular da Secretaria da Questão da Mulher Bancária falou sobre a importância da campanha unificada para a categoria profissional, a responsabilidade do Comando Nacional nas mesas de negociação na defesa de todas as cláusulas da CCT e na ampliação das conquistas que garantam a valorização dos trabalhadores, melhores condições de trabalho, proteção à saúde física e mental, fortalecimento da carreira, igualdade de oportunidades e a defesa dos bancos públicos. “E só conseguiremos tudo isso se a nossa base for à luta, com muita mobilização, unidade e disposição ao confronto com os banqueiros”, argumentou.
E focou na prioridade específica do seu banco, a Caixa Econômica Federal: o Saúde Caixa. “Nossa principal luta é pela derrubada do teto de 6,5% da folha de pagamento, para garantir a sustentabilidade do plano e preservar esse importante direito dos empregados. Também defendemos que os colegas admitidos após 2018 possam manter o Saúde Caixa na aposentadoria, corrigindo uma injustiça entre empregados que exercem as mesmas funções. Além disso, seguimos cobrando a ampliação da rede credenciada, especialmente no interior. A parceria entre o Saúde Caixa e a Cassi representa um passo importante nessa direção, ampliando a oferta de atendimento justamente para as regiões que mais precisam”, pontuou Danielle de Freitas.
Robson Luiz falou das duas primeiras negociações com a representação do Banco do Nordeste (BNB), sobre saúde e condições de trabalho e planos de saúde, previdência e cláusulas sociais. “Sobre condições de trabalho, focamos na questão do combate ao assédio moral e sexual, que fizemos uma grande campanha e solicitamos providências do banco, que recebeu as denúncias, mas não desenvolveu a estrutura para tratá-las com a celeridade que o problema exige. E sabemos que assédio adoece e mata. Quanto ao plano de saúde, solicitamos fazer parcerias com outros planos para melhorar a rede credenciada”, destacou.
“O BNB informou, na segunda rodada de negociação, que não poderia pagar a PLR no mesmo patamar do acordo de 2024 (48% dos dividendos pagos aos acionistas), por conta de limitações dos órgãos de controle das estatais, e a representação dos bancários informou que a base não vai aceitar a redução da distribuição da participação nos lucros e resultados passivamente”, ressaltou Robson Luiz.
Veja no site a matéria que fala sobre a polêmica da PLR e outros assuntos de interesse dos ‘bnbeanos’, intitulada “BNB traz informação preocupante sobre acordo de PLR durante 2ª rodada de negociação”.
O dirigente sindical do Santander, Marco Mélo, chamou a atenção para a renovação dos Acordos Coletivos de Trabalho (ACTs), destacando que a pauta de reivindicação entregue ao banco espanhol é extensa. “Entre os principais pontos defendidos pelos trabalhadores estão: valorização da diversidade; respeito às diferenças; igualdade de oportunidades entre homens e mulheres; melhores condições de trabalho; e, sobretudo, a defesa do emprego e da rede de atendimento bancário. Além disso, fiquemos atentos aos impactos das mudanças ocorridas nas relações de trabalho nos últimos anos, que exigem maior capacidade de organização dos trabalhadores diante dos desafios impostos ao movimento sindical”, concluiu.
Veja aqui as fotos do evento.
ois/.





