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No ano passado, de acordo com números do sindicato, foram 47 assaltos. Em 2012, a cada cinco dias pelo menos uma agência é assaltada. "A intenção é chamar cada servidor para protestar, pois do jeito que a situação encontra-se não podemos mais trabalhar. Os funcionários não querem ficar atrás dos caixas. O medo é constante. Temos que convocar os servidores para discutirmos como ficará a segurança, uma vez que a administração dos Correios não tem zelo pelos seus funcionários e até mesmo clientes", declarou José Rodrigues o vice-presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Correios.
Uma assembleia geral da categoria está planejada para quarta-feira, dia 8. "Nela será decidida de que forma faremos o movimento", descreveu José Rodrigues. O sindicato acusa ainda a direção dos Correios local de não cumprir a ação civil pública expedida ainda no ano de 2010 pelo Ministério Público do Trabalho.
"Os prazos dados para que a empresa instalasse instrumentos de segurança em todas as agências do Estado expirou em dezembro. Até agora, nada foi cumprido. Eles [a direção] estão desobedecendo a uma decisão da justiça", disse o vice-presidente.
Em janeiro, o procurador do Trabalho, José Wellington Soares, apresentou petição requerendo a "imediata execução provisória da decisão condenatória do Tribunal Regional do Trabalho". Na ação, o Ministério Público do Trabalho recomenda que os Correios cumpra a legislação em vigor e dote todas as agências dos Correios do Estado de instrumentos de segurança como: porta eletrônica com detector de metais, circuito interno de TV, alarme ligado à delegacia de polícia e vigilância armada. Na agência assaltada na tarde de quinta-feira (2), um vigilante armado foi colocado no local um dia após o acontecido.
Segundo o setor de protocolo do Tribunal Regional do Trabalho da 22ª Região, a petição deverá ser distribuída a um juiz nos próximos dias. Os Correios entrou com um recurso no Tribunal Superior do Trabalho, ainda não julgado.
De acordo com o sindicato, apenas 21 das pouco mais de 200 agências possuem seguranças armados, número avaliado pela categoria como ínfimo. A assessoria da empresa no Piauí informou que a recomendação da instalação de instrumentos de segurança está sendo analisada pela direção nacional do órgão, em Brasília.
Fonte: Portal O Dia