Contas da Cabesp são aprovadas mas sobram críticas para gestão

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Os 297 associados da Cabesp, representando 1.400 votos, aprovaram por ampla maioria as contas do exercício de 2011, a dotação orçamentária de 2012 e o referendo do regulamento odontológico, durante assembleia realizada no último sábado (28), no Esporte Clube Banespa, em São Paulo.

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O ex-diretor da Cabesp e atual presidente da Afubesp, Paulo Salvador, chamou a atenção para a excelente saúde financeira da caixa beneficente dos funcionários do Banespa. Além do superávit no exercício, o patrimônio líquido cresceu 5% e atingiu R$ 4,510 bilhões em 2011. "Com esse resultado, não tem espaço para terrorismo", disse.

Outro ex-diretor da Cabesp e dirigente do Sindicato dos Bancários de São Paulo e da Afubesp, Vagner Cabanal, criticou a mensagem da diretoria da Cabesp publicada no relatório enviado aos associados, onde consta "…..a necessidade, no futuro, de algum ajuste no custeio". Para ele, os atuais diretores eleitos e indicados devem investir mais na saúde dos associados, muitos em idade avançada, do que poupar recursos para o Santander.

Paulada

Mas a maior crítica dos associados foi para o aumento de 22,01% no plano Cabesp Família a partir de maio. "É uma paulada", resumiu o secretário de imprensa da Contraf-CUT e diretor da Afubesp, Ademir Wiederkehr. Ele teme a saída de beneficiários, diante do reajuste muito acima da inflação do período, prejudicando o plano e a Cabesp.

"Vale lembrar que fizemos várias solicitações de cópia do estudo atuarial do plano e não fomos atendidos", destacou a conselheira fiscal suplente e diretora do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Carmen Meireles.

"O plano família possui 32 mil pessoas, mas não existe controle, transparência e participação na gestão dos maiores interessados", frisou Ademir. Ele propôs "a criação de um conselho de usuários, a exemplo de outros planos de saúde e da boa experiência do comitê gestor nos planos do Banesprev".

"Mas o presidente da Cabesp nada respondeu sobre a democratização do Cabesp Família e ainda divulgou que não haveria outras deliberações na assembleia, desrespeitando os associados que ali estavam participando dos debates em pleno feriadão", lamentou o dirigente sindical, que também pediu o fim da co-participação.

O ex-conselheiro fiscal e diretor do Sindicato dos Bancários de Campinas, Cristiano Meibach, defendeu a convocação de uma assembleia específica para discutir os problemas do Cabesp Família.

Mais desrespeito

A coleta de votos antes do término dos debates foi duramente criticada por representantes de entidades. Com isso, inúmeros associados foram embora e deixaram a assembleia esvaziada. "Essa atitude prejudica os associados, pois temos muitas questões importantes para debater", salientou Carmen.

"Também denunciamos que o voto em urna deveria ser secreto, uma vez que no verso da cédula constava o nome e a matrícula do associado", reclamou Carmen, ao ressaltar que a gestão da Cabesp precisa ser democrática, onde os associados sejam ouvidos e o sigilo do voto seja respeitado.

Um associado de Londrina (PR) protestou ainda contra o autoritarismo do presidente da Cabesp, uma vez que veio de longe e a sua esposa foi impedida de adentrar no local da assembleia. "Ela veio comigo e teve acesso nas assembleias da Afubesp e Banesprev para ouvir os debates, mas aqui foi barrada na porta", reclamou. Ele cobrou respeito e democracia.

Fonte: Contraf-CUT com Seeb São Paulo

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