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Na segunda-feira (21), ladrões levaram 374 quilos de uma mineradora em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. A polícia também registrou o furto de 420 quilos de explosivos em Uberaba, no Triângulo Mineiro, 50 quilos em Pará de Minas, no Centro-Oeste, 50 quilos em Campo Belo, no Sul de Minas.
O chefe da Divisão de Operações Especiais (Deoesp), delegado Vicente Ferreira, e o chefe do Departamento de Investigação de Crimes Contra o Patrimônio (Depatri), Márcio Babak, anunciaram nesta terça-feira a criação de uma equipe especial para fiscalizar 600 empresas – mineradoras, pedreiras e laboratórios – que armazenam explosivos no estado.
Essa fiscalização de dinamites é feita pelo Exército, por isso a Polícia Civil vai se reunir com representantes para discutir estratégias de combate aos furtos. Segundo os delegados, o Exército também está estudando novas formas de combate a essas quadrilhas.
A equipe da polícia mineira vai investigar todos os arrombamentos e crimes contra empresas que guardam explosivos. O grupo vai verificar se as organizações estão protegendo os materiais de maneira adequada, no que diz respeito à segurança e vigilância.
No furto de ontem, por exemplo, havia apenas um vigia para cuidar de três paióis na empresa Bela Vista, o que a polícia considerou um descaso com a segurança pública.
Quadrilhas
Segundo os delegados, muitos bandidos estão migrando para os crimes contra caixas eletrônicos. Alguns estão se profissionalizando e outros são totalmente amadores no manuseio de explosivos. Na última sexta-feira, criminosos destruíram caixas eletrônicos dentro de um supermercado no Centro de Contagem.
Peritos encontraram, jogado no chão, um manual sobre funcionamento de caixas. Segundo a polícia, esse é um indicativo de que os criminoso estão se especializando. A polícia acredita que membros das quadrilhas estão se aliando, principalmente, a grupos de São Paulo especialistas em explosões.
Fonte: Estado de Minas