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Até o ano passado, a taxa básica brasileira estava acima de 12% ao ano, o que garantia retornos atrativos para investidores internacionais que conseguiam empréstimos a juros próximos de 0% nas economias desenvolvidas. "Essa ‘boquinha’ acabou", afirmou o ministro.
Guido Mantega está próximo de completar 8 anos no cargo, sendo o ministro com mais tempo de mandato, com o aval da presidente Dilma Rousseff que pretende manter o ministro em seu governo, apesar das "sugestões" dadas por revistas como a The Economist, que recentemenete sugeriu a demissão do ministro caso Dilma pensasse em se reeleger.
Bancos públicos continuarão reduzindo juros em 2013
O ministro comentou ainda que o ano de 2012 foi um ano difícil para o setor bancário, especialmente para os bancos privados, que tiveram que acompanhar a redução na taxa de juros das instituições públicas.
Mantega ressaltou que os bancos públicos continuarão reduzindo as taxas em 2013, já que, segundo o ministro, o Brasil pratica juros elevados defasados do resto do mundo. Segundo ele, os bancos privados devem crescer mais do que os públicos no próximo ano com aumento de crédito para produção e consumo.
Expectativas
Para o ministro, o Brasil começará 2013 em melhores condições do que em 2011. Mantega citou a redução na tarifa de energia, os juros mais baixos da história e o câmbio elevado como condições para alavancar a economia nacional no próximo ano.
Mantega se mostra confiante também com o crescimento da indústria, do setor de serviços e da produção agrícola, independente do desempenho desses setores em 2012. Além disso, o ministro ressaltou o início de concessões de infraestrutura como estradas e ferrovias para aquecer a competitividade da indústria brasileira.
Fonte: UOL Economia