Getting your Trinity Audio player ready...
|
A suspensão, que demanda a saída de Sáenz do cargo por três meses, terá efeito assim que a decisão do tribunal for publicada, em aproximadamente duas semanas, segundo o porta-voz. Mas o caso pode não terminar aí. O porta-voz disse que o Banco da Espanha, que regula o sistema financeiro, pode permitir ao executivo permanecer no cargo se concluir que ele manteve sua "honorabilidade". Tal decisão, porém, poderia ser novamente objeto de recurso nos tribunais.
Um porta-voz do Banco da Espanha informou que a organização poderia revisar detalhes do caso. O Santander não comentou o assunto.
O caso contra Sáenz foi resultado de esforços do Banesto em 1994 para recuperar um empréstimo de ? 3,8 milhões (US$ 5,1 milhões) de quatro clientes do banco. O Banesto entrou com uma queixa criminal em uma tentativa de forçá-los a pagar a dívida, de acordo com documentos da corte. O pedido foi posteriormente negado e os clientes entraram com processos contra o Banesto e Sáenz, presidente do banco, acusando-os de apresentar uma falsa denúncia criminal.
Sáenz sempre contestou a alegação. Um tribunal de Barcelona considerou-o culpado de fazer falsas acusações criminais. Ele apelou para a suprema corte espanhola, que também decidiu contra ele e impôs a sentença.
Sáenz ficou conhecido por recuperar o Banesto após a compra pelo Santander, em 1994. O executivo se tornou presidente do Santander em 2002 e teve um papel central em muitas das aquisições do banco no exterior na última década, incluindo a do britânico Abbey National em 2004 e a do brasileiro Banco Real, em 2007.