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Crédito: Seeb DF
O Sindicato dos Bancários de Brasília completa 48 anos nesta segunda-feira 23 de novembro. É uma história repleta de lutas e conquistas importantes, que faz dos bancários uma das categorias mais organizadas e fortes nacionalmente.
Nasceu combativo. Com apenas 400 bancários residentes na recém inaugurada Brasília, já somou forças com a categoria na greve nacional de 1961, que conquistou direitos desfrutados até hoje pelos trabalhadores, como a jornada de 6 horas. Foi a chamada Greve da Dignidade, que resultou ainda na aprovação da lei que instituiu o 13º salário. O fim do trabalho aos sábados, o anuênio e os abonos semestrais viriam nas duas campanhas nacionais subseqüentes.
Mas veio o golpe militar de 1964 e com ele um período de perseguição aos movimentos sociais e o Sindicato sofre intervenção. Os partidos são proscritos e as lideranças de esquerda são perseguidas, presas, torturadas e mortas. Apenas em 1980 uma nova direção assume a entidade para reconstruir o movimento.
Em 1982, a categoria unifica a sua data-base nacionalmente. No ano seguinte, contando com ativa participação dos bancários, é criada a Central Única dos Trabalhadores. A maior greve de bancários do Brasil acontece em 1985 e mobiliza cerca de 500 mil trabalhadores.
"É esse mesmo espírito de luta e consciência de classe que move hoje o Sindicato na luta por mais qualidade de vida para os bancários e também por um país mais justo e igualitário", resume o presidente do Sindicato, Rodrigo Britto.
Sindicato lança nova publicação
Para marcar a data de aniversário, o Sindicato promoverá uma confraternização na sede da entidade nesta segunda-feira, onde será servido um coquetel. Na ocasião, fará o lançamento de sua mais nova publicação, a revista Extratos, voltada para os trabalhadores do ramo financeiro, com ênfase na realidade da categoria bancária.
Entre os atrativos de Extratos, uma entrevista histórica com o fundador e primeiro presidente do Sindicato, Adelino Cassis. Numa longa conversa, Cassis fala de sua trajetória de militância como bancário, que começou bem antes da fundação do Sindicato, ainda sob Getúlio Vargas, em 1941, a greve de 1961, como foram os anos de chumbo e a retomada da entidade ao final desse turbulento período.
O atual presidente do Sindicato, Rodrigo Britto, diz que poder compartilhar com os bancários a história de Adelino contada por ele mesmo "é, de alguma forma, um modo de homenagear a todos aqueles que ajudaram a construir o Sindicato que somos hoje e de incentivar a nova geração a continuar na luta".
Todos os bancários estão convidados para o evento, marcado para as 18h. O Sindicato fica na EQS 314/315, na Asa Sul. Mais detalhes pelo número 3262-9090.
Fonte: Seeb DF