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Com o objetivo de traçar rumos para a luta em defesa dos trabalhadores, o Concut, além de eleger nova diretoria, terá como desafio defender direitos ameaçados por Bolsonaro. Os diretores do Sindicato Magali Pontes e Marcos Henriques estão em São Paulo, na Praia Grande, onde participam do 13º Congresso Nacional da CUT “Lula Livre” – Sindicatos Fortes, Direitos, Soberania e Democracia, que acontece entre os dias 7 e 10 de outubro.
Magali Pontes, secretária de formação do Sindicato destaca que este ano o Congresso representa um marco histórico na defesa da Classe Trabalhadora. Segundo ela, o momento é de reagir e defender os direitos conquistados ao longo dos anos, que enfrentam ataques com uma conjuntura desfavorável ao trabalhador brasileiro, onde o governo de Bolsonaro só privilegia os patrões. A secretária ainda lembra que apesar das dificuldades, o evento contribui para fortalecer o movimento sindical e traças estratégias ao enfrentamento que está sendo feito conta os ataques do governo Bolsonaro.
Além dos movimentos sociais das frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, o congresso recebe mais de 100 sindicalistas de 50 países do mundo. Para cerimônia de abertura, que vai acontecer na noite deste primeiro dia, já confirmaram presença a presidenta do PT, Gleisi Hoffman e a ex-presidenta Dilma Rousseff. Nos debates que serão realizados na terça (8), o ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad e o ex-ministro de Relações Exteriores, Celso Amorim, farão análises de conjunta nacional e internacional, respectivamente.
Na quinta-feira (10), última dia de Congresso, os delegados vão eleger a nova direção executiva da CUT. Logo após a eleição, os novos dirigentes tomarão posse para o período 2019-2023.Os próximos representantes eleitos terão papel definitivo até 2023. Além de discutir estratégias para enfrentar a ferocidade neoliberal de Bolsonaro, os sindicalistas terão que traçar planos para discutir os novos modelos de contrato de trabalho, impostos pela reforma Trabalhista e como organizar os trabalhadores neste novo mundo do trabalho, em que avanços tecnológicos e inteligência artificial estão lado a lado com o trabalho precário, sem registro, sem direitos.
O 13º Concut vai acontecer no ano que a Central completa 36 anos de história de lutas e conquistas e em que, paralelamente, o Brasil vive uma das piores crises econômicas e sociais e tem um governo de extrema direita, ligado ao empresariado e ao mercado internacional que em apenas nove meses atacou vários direitos conquistados com muita organização, resistência, mobilização e luta.