Sindicato questiona aumento de 75% nas metas de PLR do Mercantil

Getting your Trinity Audio player ready...
Em reunião com o banco na última terça 13, o Sindicato dos Bancários de Belo Horizonte e Região (Seeb Belo Horizonte) rejeitou a nova proposta de acordo da PLR do Banco Mercantil do Brasil, que entre outros problemas, propõe aumento absurdo de 75% da meta de lucro para 2010.

Com isso, a meta que era de R$ 40 milhões em 2009, salta para R$ 70 milhões em 2010, penalizando milhares de funcionários que são as principais vítimas dessa luta desenfreada do banco por lucros cada vez maiores.

Durante a reunião, o diretor do Sindicato dos Bancários de Belo Horizonte, Vanderci Antônio, denunciou que no setor financeiro não há registro até hoje de um aumento tão abusivo de meta a ser cumprida pelo trabalhador bancário.

"Com certeza esse aumento sobre a meta de lucro virá acompanhado de muito assédio moral e muita pressão sobre os trabalhadores, o que não podemos aceitar", frisou.

Já para o diretor do Sindicato, Marco Aurélio Alves, também presente na reunião, a entidade continuará pressionando o banco contra as metas estratosféricas que penaliza os seus funcionários. "Continuaremos firme no nosso papel de proteger os trabalhadores e continuaremos lutando para que a PLR seja justa", afirma Marco Aurélio.

O diretor Jurídico do Sindicato, Fernando Neiva, criticou a forma unilateral como o banco apresentou a proposta. "È importante lembrar que ao longo dos anos, tanto o Sindicato como os bancários sempre dialogaram com o banco na busca das melhores propostas, não aceitando imposição de metas nos acordo coletivos nem na PLR. Os funcionários reivindicam uma PLR justa e exigem que o Mercantil retire essa meta absurda e faça uma negociação séria que atenda as nossas justas reivindicações", ressalta.

Diante dos argumentos do Sindicato dos Bancários de Belo Horizonte, o banco recuou de sua posição e se comprometeu a apresentar outra proposta em nova reunião a ser agendada ainda neste mês.

Fonte: Seeb Belo Horizonte

Enfrentamento ao Assédio Moral e Sexual
Sindicalize-se
Mapa da Violência
Nossos Convênios