Após três altas, Copom mantém taxa básica de juros em 10,75% ao ano

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O Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, decidiu nesta quarta-feira (1º) manter a taxa básica de juros (a Selic) em 10,75% ao ano, após três altas seguidas.

Com isso, a taxa fica no mesmo patamar da última reunião do Copom, no dia 21 de julho, e segue sendo a maior desde março do ano passado, quando estava em 11,25%. A decisão foi unânime entre os integrantes do Copom.

Com a manutenção da taxa, o Brasil continua com os maiores juros reais do mundo. Os juros reais descontam a inflação projetada para os próximos 12 meses.

Fazendo essa conta, os juros básicos no Brasil ficam em 5,6% ao ano. Em segundo, vem a África do Sul, com taxa real de 2,2%. Em terceiro, está a Rússia, com 2,1%.

Os dados sobre juros reais são coletados pelo analista internacional da Apregoa.com – Cruzeiro do Sul, Jason Vieira, com a colaboração do analista de mercado da Weisul Agrícola, Thiago Davino.

A pesquisa de juros reais não inclui todos os países do mundo, mas 40 economias relevantes. O país com menor taxa nesse ranking é a Venezuela, com -9,6% de juros reais ao ano.

A manutenção da Selic já era esperada pelo mercado financeiro, segundo o Boletim Focus do BC divulgado na última segunda-feira (30).

A próxima reunião do Copom será realizada nos dias 19 e 20 de outubro.

Comunicado

"O Copom decidiu, por unanimidade, manter a taxa Selic em 10,75% ao ano, sem viés. Ao mesmo tempo em que não espera que o nível de inflação registrado nos últimos meses se mantenha em um futuro próximo, o Copom observa a continuação do processo de redução de riscos para o cenário inflacionário que se configura desde sua penúltima reunião", apontou o colegiado do BC no comunicado que acompanhou a decisão.

"Nesse contexto, o Comitê avalia que, neste momento, a manutenção da taxa de juros básica no nível estabelecido em sua reunião de julho proporciona condições adequadas para assegurar a convergência da inflação para a trajetória de metas", conclui o documento.

O teor do comunicado foi recebido com uma indicação bastante explícita de que, salvo algo extraordinário, os juros não voltam a subir este ano.

Fonte: UOL Economia

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