A GREVE É DOS BANCÁRIOS, MAS A CULPA É DOS BANQUEIROS!

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bancario_em_greve.jpgA greve nacional dos bancários por tempo indeterminado cresce em todo o país e chegou nesta sexta-feira, 8 de outubro, ao seu décimo dia de paralisação sem uma resposta dos banqueiros. E a sociedade precisa saber que a categoria profissional sempre apostou na negociação coletiva como forma de solucionar conflitos, mas  foi impelida à greve pela intransigência dos bancos. Vejamos por que:

1. A pauta de reivindicações foi entregue à Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) no dia 11 de agosto. Mas em cinco rodadas de negociações (entre 24 de agosto e 22 de setembro), os bancos rejeitaram uma a uma todas as reivindicações da categoria sobre remuneração, emprego, saúde, condições de trabalho e segurança.

2. Na penúltima rodada, dia 14/09, os bancos assumiram o compromisso de apresentar uma "proposta global" na reunião seguinte, dia 22. Mas não cumpriram. Mesmo depois que outras categorias com a mesma data-base dos bancários (1º de setembro) já estavam fazendo acordos com aumentos reais de salário, no dia 22 os bancos apresentaram a proposta de 4,29% de reajuste (inflação do período) e zero de aumento real.

3. Dessa forma, os bancos desconsideraram nossa reivindicação de 11% de reajuste e rejeitaram as demandas por melhoria na Participação dos Lucros e Resultados (PLR), valorização dos pisos salariais, adoção de medidas de proteção da saúde focadas no combate ao assédio moral e às metas abusivas, mais segurança para trabalhadores e clientes nas agências, garantia de emprego, mais contratações e igualdade de oportunidades para acabar com as discriminações contra mulheres, negros e pessoas com deficiência.

4. Mesmo com a recusa, no dia 23/09 o Comando Nacional enviou carta à Fenaban solicitando que os bancos apresentassem até o dia 27 nova proposta que contemplasse as expectativas dos bancários, para que pudesse ser apreciada nas assembleias do dia seguinte. Mas a Fenaban sequer respondeu a carta.

5. Essa intransigência é incompatível com a situação privilegiada dos bancos. O lucro líquido apenas dos cinco maiores (BB, Itaú Unibanco, Bradesco, Santander e Caixa) somou R$ 21,3 bilhões no primeiro semestre. É um crescimento do lucro líquido de 32% na média em relação ao mesmo período do ano anterior.

6. Os bancários continuam abertos à negociação e aguardam uma proposta dos bancos.

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