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Para Marcos Henriques, presidente do Sindicato dos Bancários da Paraíba e membro do Comando Nacional dos Bancários, o momento é mais do que oportuno para intensificarmos a greve e forçarmos os banqueiros a melhorar a proposta para um patamar negociável. "A greve está muito forte e foi por este motivo que os banqueiros voltaram a sentar com os bancários. Mas, como a proposta ainda muito acanhada, temos que aumentar a mobilização e fortalecer a luta e intensifivar a greve, que é a única linguagem que os banqueiros entendem", concluiu.
Nesta segunda-feira, também vão acontecer rodadas de negociação com os representantes doBanco do Brasil, Caixa Econômica Federal e Banco do Nordeste do Brasil. E, como a terça-feira (12 de outubro) é feriado nacional, a assembleia para avaliação das propostas e do encaminhamento da greve continua marcada para a quarta-feira (13), às 19 horas, no Sindicato dos Bancários, na Av. Beira Rio, 3.100 – Tambauzinho.
Negociação continua segunda
Diante do posicionamento do Comando Nacional, os negociadores da Fenaban pediram a suspensão temporária das negociações, para que tivessem tempo de consultar os banqueiros. A retomada ficou agendada para segunda-feira, dia 11, às 11h.
Os representantes dos bancos também sinalizaram que apresentarão na segunda-feira proposta sobre assédio moral e segurança bancária.
O Comando Nacional orienta todos os sindicatos a manterem e ampliarem a greve na segunda-feira, para forçar os bancos a melhorarem a proposta. "Os bancários estão de parabéns pela greve fantástica que estão fazendo, que é fortíssima também nos bancos privados e já é a maior das últimas duas décadas. É essa a força da categoria e é isso que pressiona os bancos a negociarem", diz o presidente da Contraf-CUT.
Protesto contra pedido de prisão de dirigentes
No final da rodada de negociação deste sábado, o Comando Nacional fez um protesto veemente à Fenaban contra a postura do Itaú Unibanco e do Bradesco de solicitar a prisão do presidente do Sindicato dos Bancários de Brasília e outros dirigentes sindicais. Rodrigo Britto é membro do Comando Nacional.
"Essa é uma prática antissindical inaceitável em uma sociedade democrática onde o direito de greve está assegurado na Constituição", protestou Carlos Cordeiro.
A nova proposta da Fenaban
Novo piso salarial: R$ 1.180 (reajuste de 9,82%)
Reajuste de salários: 6,5% até R$ 4.100.
Reajuste para salários acima de R$ 4.100: R$ 266,50 fixos.
PLR: reajuste de 6,5%, tanto para a regra básica quanto para o adicional.
Reajuste dos benefícios e verbas salariais: 6,5%.
Fonte: Otávio Ivson / SEEB – PB com Contraf – CUT