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As perspectivas para 2011 continuam positivas, no entender do executivo. Jean Marc Etlin, responsável pela área de banco de investimento do Itaú BBA, calcula que o total de transações de emissão de ações no primeiro trimestre do ano que vem chegue a dez, com valores estimados em R$ 5 bilhões. "O total de comissões de bancos de investimento deve crescer de 15% a 20% no Brasil em 2011 na comparação com este ano", estima o executivo.
Carlos Constantini, chefe da área de pesquisa econômica do banco, prevê um potencial de alta de 25% para a bolsa de valores de São Paulo até o final de 2011, o que pode trazer novos negócios. De acordo com ele, o banco pretende contratar novos analistas no Peru, Chile e Colômbia, para ampliar o acompanhamento das empresas nesses mercados.
Nos cálculos de Constantini, o total da presença estrangeira no Brasil hoje, considerando-se ações e títulos de renda fixa e investimento externo direto deve chega a US$ 600 bilhões e pode crescer. "O Brasil está barato e vai continuar a atrair o excesso de liquidez nos mercados", diz.
Segundo Bracher, a formação bruta de capital fixo (que mede o quanto as empresas aumentaram os seus bens de capital, os bens que servem para produzir outros bens, como máquinas, equipamentos e material de construção) passará de R$ 520 bilhões em 2009 para R$ 1,7 trilhão em 2020. "Metade disso terá de ser financiado pelo mercado de capitais", estima ele. Por isso a importância de criar instrumentos financeiros para financiar investimentos de longo prazo.
Bracher lembrou, no entanto, que uma ampliação maior do mercado de capitais no país só vai acontecer quando os juros reais caírem. "O prêmio para ficar no longo prazo para o investidor ainda é pequeno em relação aos juros reais de curto prazo que ele pode receber", afirma. Por isso ele defende uma desoneração fiscal para títulos vinculados a projetos de prazo longo.
Daniel Gleizer, diretor de tesouraria institucional do Itaú BBA, considerou bem vinda a retirada do depósito compulsório sobre as Letras Financeiras (LFs) e afirmou que pretende sim usar o novo instrumento para captação do banco. "As Letras Financeiras subordinadas estão no mix de instrumentos de funding que pretendemos utilizar", diz. As LFs subordinadas entram como patrimônio de referência no balanço do banco e permitem o aumento no total de empréstimos.
Fonte: Valor Econômico / Cristiane Perini Lucchesi