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"E mesmo que fosse uma ‘doação’, que certeza ela tem que as pessoas estão sendo realmente ajudadas? E o que são ‘muitos’? E os que não fazem parte deste ‘muitos’
?", acrescenta Raquel. "O que mais revolta é que essa desculpa esfarrapada que lemos no despacho serve de base para contrapor a necessidade do governador de investimento imediato. Ou seja, nada pode parar a máquina agora, pois as eleições presidenciais estão aí", completa.
A juíza derrapa ainda ao citar também os "herdeiros" como credores do Estado. "Mostra que o calote é tamanho, que há gente que morre sem receber o que é seu por direito", diz Raquel. Atualmente, o governo Serra afirma, e a decisão de Marli Ferreira confirma, que está pagando precatórios de 1998.
Por fim, Marli considera uma "injustiça" o governo ser obrigado a realocar dinheiro para quitar precatórios de mais de 10 anos. "O pagamento foi determinado pela Justiça. É difícil entender como ele pode ser considerado injusto", acrescenta Raquel. "Injusto, para o Sindicato, é vender o último banco paulista e usar o dinheiro apenas para o projeto pessoal de poder de um governador", completa a diretora.
Fonte: SEEB – SP / André Rossi