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Crédito: Ilustração de Margarida Alves
Por Deise Recoaro*
Não é de hoje que o movimento sindical bancário vem fazendo o debate da regulamentação ou reforma do sistema financeiro. Sistema este que lucra escandalosamente com juros, especulações, tarifas e crédito de curto prazo, sem de fato cumprir um papel social relevante. Bancos não devem estar somente a serviço das grandes fortunas, bancos devem atender de forma decente todos aqueles e aquelas que precisam de investimento para alavancar sua produção agrícola, por exemplo, para produzir mais e melhores alimentos que sustentam esta nação.
A marcha é um momento ímpar de exercitar a verdadeira solidariedade de classe, é o momento de ampliar nossos horizontes e de sentir na pele que não estamos sozinhas. A Marcha das Margaridas vai contar com a garra e força da Marcha Mundial de Mulheres, com quem tive a oportunidade de caminhar 14 km dos mais de 100 km percorridos no ano passado. A cada passo que dávamos, aumentava minha convicção de que estávamos no "caminho" certo, ou seja, o caminho da organização, do protesto, da denúncia e da unidade das diversas organizações.
Para não pecar por descuido ou por omissão, vamos fazer do mês de março um período de debate e reflexões sobre qual deve ser a nossa proposta e contribuição para um "desenvolvimento sustentável com justiça, autonomia, igualdade e liberdade", a fim de organizar uma grande participação das bancárias rumo à Marcha das Margaridas.
* Deise Recoaro é secretária de Políticas Sociais da Contraf-CUT.