Getting your Trinity Audio player ready...
|
O presidente do BC afirmou que a inflação é, hoje, um fenômeno mundial. Ele mencionou o caso da França, cujo índice de preços ao consumidor nos últimos 12 meses chegou a 6,3%. Apesar desse nível inflacionário, observou, a taxa de juros fixada pelo Banco Central Europeu está em 1% ao ano.
Os deputados fizeram perguntas sobre as chamadas medidas macroprudenciais que o BC tem adotado para enfrentar a inflação. Tombini disse que há problemas de interpretação dessas medidas por parte do mercado porque os agentes não estariam acostumados com elas. "O BC [brasileiro] está tranquilo porque está trabalhando", disse.
Tombini, segundo o deputado Cláudio Puty (PT-PA), que preside a Comissão de Finanças e Tributação, não descartou a adoção de novas medidas prudenciais, mas não fez nenhuma sinalização específica, como chegaram a informar algumas agências de notícias. "Ele não anunciou nada. Repetiu rigorosamente o que disse no Relatório de Inflação divulgado ontem [quarta-feira]", assegurou Puty.
Sobre a taxa de câmbio, Tombini, de acordo com Puty, disse que há problemas conjunturais (o excesso de liquidez internacional) e estruturais (a atratividade da economia brasileira) que explicam a apreciação da moeda nacional. Ele mencionou as medidas, como o aumento do IOF sobre capital estrangeiro, que o governo vem adotando para minorar o problema.
A iniciativa do café da manhã com deputados foi de Tombini, que recentemente se reuniu com senadores da Comissão de Assuntos Econômicos. Na semana passada, ele participou, em São Paulo, de encontro com banqueiros e representes do setor produtivo na casa de Luiz Fernando Figueiredo, sócio da Mauá Investimentos.
Fonte: Valor Econômico / Cristiano Romero